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domingo, 2 de novembro de 2014

Estarás Aí?

Guillaume Musso




Opinião:

Sempre gostei de questões filosóficas e metafísicas que me fizessem pensar sobre a vida. Sobre o ser. A vida é feita de escolhas, de decisões, que condicionam os acontecimentos futuros da nossa vida. Decisões essas que muitas vezes questionamos...-Terei feito a escolha certa? - O que teria acontecido se eu tivesse tomado a decisão oposta?- Ou se não tivesse optado por nenhuma das opções anteriores?Guillaume Musso é mestre na arte de escrever sobre questões pouco comuns. E é por isso que adoro os seus livros. Os temas são sempre out of the box e fazem-nos pensar sobre questões que nunca nos colocámos ou lançam novas abordagens sobre questões antigas.Em Estarás Aí? o autor debruça-se sobre o que seria a vida de um médico norte-americano, Elliott, caso ele no passado não tivesse tomado algumas das decisões que tomou. Decisões essas que, ao serem tomadas, não o levariam a crer que poderiam alterar todo o curso de uma vida. Mas se é verdade que o bater de asas de uma borboleta num determinado ponto do mundo pode provocar um tornado na Ásia, não menos verdade é que uma pequena acção, por muito insignificante que nos pareça, pode modificar todo o curso de uma vida.Elliott é um reputado médico que apenas amou uma mulher na vida vida, Ilena. Contudo, esta bela mulher faleceu há 30 anos deixando, ao partir, um vazio na vida de Elliott. Um dia, ao regressar de uma missão humanitária no Camboja após salvar a vida de uma criança, um nativo dá-lhe a possibilidade de realizar um desejo. Desejo esse que Elliott enuncia sem quaisquer dúvidas. Rever Ilena. Nesse momento o cambojano oferece-lhe 10 comprimidos que permitem a Elliott regressar ao seu passado e tudo fazer ao seu alcance para salvar a mulher da sua vida. Parece uma missão relativamente fácil, não é? O problema é convencer o seu "eu" de há 30 anos a mudar o curso da sua vida, de forma a impedir que o passado se repita. Confusos? Então o melhor mesmo é lerem este livro que nos faz suster o fôlego da primeira à última página. 



5 ***** 

Sinopse
São Francisco. Elliott, médico apaixonado, nunca se recompôs do desaparecimento de Ilena, a mulher que ele amava, morta há 30 anos. Um dia, uma situação extraordinária permite-lhe recuar no tempo e encontrar o jovem que ele era, há 30 anos atrás. Elliott regressa ao instante decisivo em que um gesto seu pode salvar Ilena e modificar o destino implacável que determinara a sua vida desde então.
Críticas de imprensa
«Estarás aí? é uma versão sentimental de Regresso ao Futuro. A narrativa é guiada por uma escrita simples e uma imaginação espantosa.»
Le Figaro Littéraire

quinta-feira, 6 de março de 2014

A Rapariga de Papel

Guillaume Musso

Quando termino um livro muito bom e que adorei, apetece-me falar logo de seguida nele a toda a gente. Apetece-me gritar aos 4 ventos o quão maravilhoso o livro é e aconselhá-lo a meio mundo. Quero explicar porque é que gostei tanto daquele livro, o que é que me fascinou mais e porque não queria que acabasse.  
No entanto, ao acabar de ler “A Rapariga de Papel” não foi isso que me aconteceu. O livro deixou-me tão fascinada que nem conseguia dizer nada sobre ele. Foi como se todo o léxico me tivesse sido arrancado e eu não fosse capaz de explicar quão marcante o livro havia sido para mim. Fiquei tão enlevada com esta obra que nem tinha forma de o traduzir em palavras. Acho que agora continuo sem conseguir fazê-lo.

Desconhecia o autor Guillaume Musso, embora já me tivesse sido vivamente recomendado por duas amigas, a Filipa e a Isa. J Mas como a pilha de livros por ler é sempre gigante, não me atrevia a comprar os livros de um autor do qual não sabia se ia gostar. Até porque livros de autores que não conheço tenho eu a rodos, na minha pilha por ler. Ai, mal sabia eu o que estava a perder… Quando a Bertrand publicou “A Rapariga de Papel” fiquei logo com muita vontade de o ler. A sinopse prometia! Mas o que me convenceu completamente foi a fantástica review que a Filipa Moreno fez no seu blogue. A Filipa é bastante exigente nas classificações que dá às suas leituras. E se lhe tinha atribuído 5 estrelas é porque o livro efectivamente as merecia!

Entretanto, acabei por combinar uma leitura com a Isa (que também tinha esta pérola por ler) o que tornou tudo ainda mais interessante. Íamos debatendo os nossos pontos de vista, partilhando a nossa opinião sobre as personagens e as diversas situações.

Então o que tenho eu a dizer sobre o livro? Em primeiro lugar gostei imenso da escrita do autor, pois consegue transportar-nos para a acção e visualizar tudo com imensa clareza. Outro dos méritos (não sei se do autor ou apenas da editora) é o facto de quando uma personagem escreve um bilhete a outra, essa informação nos aparecer com a efectiva aparência de bilhete manuscrito. Isso dá algum realismo e efectividade à narrativa.

Depois acho que o conceito por trás da narrativa está muito bem pensado. Tudo se entronca e faz sentido no final. E aí (embora deteste fazer comparações) não consegui deixar de me lembrar dos livros da colecção Triângulo Jota, do escritor Álvaro Magalhães, em que havia um enigma por descobrir mas no final tudo se deslindava de forma clara e óbvia, apesar de os indícios apontarem noutras direcções.

Não posso deixar de louvar o facto de o escritor ter tido a coragem de redigir uma obra sobre aquele que é o pior pesadelo de alguém que vive da escrita, pânico da página em branco. De olhar para uma folha em branco e não ser capaz de escrever. De sentir que a inspiração lhe foge pelos dedos e se ver confrontado com um vazio de nada ter para dizer ao mundo. Se esta história nasceu dessa dificuldade, então valeu bem a pena que o pânico do autor perante o vazio criativo.

Só tenho mais uma coisa a dizer. Leiam este livro!


Obrigada por tudo Filipa e Isa… J

5 *****

Sinopse:

Há apenas alguns meses, Tom Boyd era um escritor famoso em Los Angeles, apaixonado por uma célebre pianista. Mas na sequência de uma separação demasiado pública, fechou-se em casa, sofrendo de bloqueio artístico e tendo como única companhia o álcool e as drogas. Certa noite, uma desconhecida aparece em sua casa, uma mulher linda e completamente nua. Diz ser Billie, uma personagem dos romances dele, que veio parar ao mundo real devido a um erro de impressão do seu livro mais recente.
A história é uma loucura, mas Tom acaba por acreditar que aquela deve ser de facto a verdadeira Billie. E ela quer fazer um acordo com ele: se ele escrever o seu próximo romance, ela poderá regressar ao mundo da ficção. Em troca, ele ajuda-a a reconquistar a sua amada Aurore. O que tem ele a perder?