domingo, 29 de setembro de 2013

Cristais - Manual Teórico e Prático

Valter Carlos Cardim



Opinião:
 
Sempre tive um fascínio por cristais e pedras preciosas. Os brilhos, as tonalidades e as suas especificidades encantam-me. Quando percebi, que associada aos cristais, existe toda uma panóplia de terapias que permitem a sua utilização ainda mais deleitada fiquei. O problema é que nem sempre é fácil encontrar livros sobre o tema ou que nos ajudem a utilizar os cristais e colher os seus benefícios na nossa vida quotidiana.
 
Ao descobrir este livro percebi que estava ali a minha oportunidade de saber mais sobre este tema. O livro é muito bom. Para quem não sabe muito sobre o tema é fundamental. Explica para serve cada tipo de cristal, a que chacra está associado, as formas mais comuns dos cristais, como limpá-los e como usá-los no dia.
 
Um livro muito útil de que pretendo servir-me no meu dia-a-dia. Se gostam deste tema, Cristais Manual Teórico e Prático é uma excelente opção de leitura.


4 ****


Sinopse:


Cristais - Manual Teórico e Prático é uma obra que reúne de forma muito clara e sintética os conhecimentos que Valter Cardim pretende transmitir aos seus leitores sobre o trabalho com cristais, pedras preciosas e semipreciosas. Na qualidade de terapeuta que viajou pelos quatro cantos do mundo em busca de saberes milenares sobre esta matéria, o autor revela-nos que a maior propriedade de um cristal reside na sua capacidade de curar em todas as dimensões: mental, emocional, física e espiritual. O estudo desta alternativa terapêutica natural permite-nos assim atuar na complexa teia de sistemas de energia que o corpo possui, ajustando-a e equilibrando-a na sua totalidade com o objetivo de proporcionar uma vida de maior plenitude.

domingo, 22 de setembro de 2013

A Catedral do Mar

Ildefonso Falcones


Opinião: 
Já tinha visto este livro várias vezes à venda e até já tinha surgido nas minhas recomendações do Goodreads. No outro dia descobri-o em casa da minha mãe e não resisti a trazê-lo comigo. E não me arrependi!
 
Penso que não é novidade (e quem me conhece sabe que assim é) que sou fã de romances históricos. Adoro ambientar-me noutros tempos, noutras épocas, noutros lugares. E este livro consegue fazê-lo na perfeição. Somos transportados para a Barcelona medieval, local onde se ambienta a maior parte da acção do livro e somos confrontados com a realidade daquele tempo. Assistimos à escravidão a que os senhores feudais sujeitavam os camponeses (às custas de quem viviam), à vida miserável do povo que não tinha o que comer e cujos filhos muitas vezes pereciam bem como às injustiças cometidas ao longo da história contra o povo judaico. As fogueiras da Inquisição e as acusações injustas que sempre fez são outra constante nesta obra de Ildefonso Falcones.
 
É impossível ficarmos indiferentes a este livro que, baseando-se em factos reais, nos expõe a podridão humana no seu auge. O livro conta-nos a história de Arnau Estanyol, um rapaz que desde cedo soube o que era ser pobre e passar dificuldades. Contudo, a sua persistência e força de vontade acabam por levá-lo a procurar uma vida melhor. Mas, todas as conquistas que atinge são conseguidas à custa de muito suor. Apesar de Arnau conseguir subir na vida nunca esquece as suas origens humildes, os seus amigos ou os mais desprotegidos. Acabei por criar um laço forte com a personagem de Arnau, pelas suas louváveis virtudes.
 
Nunca tinha lido nenhuma obra de Ildefonso Falcones mas fiquei rendida. A escrita é cativante, embora para não tenha conseguido ler o livro de uma assentada. Os temas que aborda acabam por ser fortes e dar que pensar. E há momentos em que precisamos de os digerir, de assimilar tudo o que de bom e de mau foi a Idade Média. E o que teve de bom (para mim) foi o facto de a humanidade ter tirado algumas lições das tiranias e atrocidades cometidas nessa altura. No entanto, também há momentos em que nos apetece ler sem parar, desenfreadamente. Só queremos saber o que se vai seguir àquele episódio. Por tudo isto, esta é uma obra que recomendo vivamente. Quanto ao autor, não pretendo perdê-lo de vista.   
 


5 *****

Sinopse:

Século XIV. A cidade de Barcelona encontra-se no auge da prosperidade; cresceu até ao humilde bairro dos pescadores, cujos habitantes decidem construir, com o dinheiro de uns e o esforço de outros, o maior templo mariano conhecido: Santa Maria do Mar. Uma construção paralela à desditosa história de Arnau, um servo da terra que foge dos abusos do seu senhor feudal e que se refugia em Barcelona. Daqui se torna cidadão e, assim, num homem livre.

O jovem Arnau trabalha como estivador, palafreneiro, soldado e cambista. Uma vida extenuante, sempre à sombra da Catedral do Mar, que o tirará da condição miserável de fugitivo para lhe dar nobreza e riqueza. Mas com esta posição privilegiada chega também a inveja dos seus pares, que tramam uma sórdida conspiração que põe a sua vida nas mãos da Inquisição... Lealdade e vingança, traição e amor, guerra e peste, num mundo marcado pela intolerância religiosa, a ambição material e a segregação social. Um romance absorvente, mas também uma fascinante e ambiciosa recreação das luzes e sombras do mundo feudal.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rumores

Anna Godbersen

Opinião:


Rumores é o segundo livro de uma série de tetralogia que dá pelo nome de “Princesas de Nova Iorque”. Então este livro é sobre princesas? Não, não é. Mas posso garantir-vos que as protagonistas desta série, ambientada em finais do século XIX, vivem como autênticas princesas. Saltitam de evento para evento, ornamentadas com glamourosos vestidos feitos à medida e vivem em sumptuosas mansões.

No fim do 1º livro ficamos com imensa curiosidade em saber o que se irá passar a seguir. E este 2º volume não nos desilude. Está cheio de surpresas e revelações. E, a dada altura pensamos, será que valeu a pena tudo isto? Acho que esta resposta só terá resposta nos dois volumes que se seguem. É pena que o 4º ainda não tenha sido traduzido.


 

3 ***


Sinopse:
 A trilogia «Princesas de Nova Iorque» prossegue com Rumores, o segundo volume que promete, à semelhança do primeiro, muito glamour, rebeldia, mentiras, segredos e escândalos. Ambientado dois meses mais tarde do que em Rebeldes, Nova Iorque de 1899 é o mesmo palco de fundo para a intriga. Nos meses cada vez mais frios do final do ano, a cidade ainda chora a perda da sua «princesa» favorita, Elizabeth Holland. Mas as atenções também se voltam rapidamente para quem irá ocupar o seu lugar no coração de todos. Diana, a irmã de Elizabeth irá confrontar-se com a ambiciosa e pouco escrupulosa Penélope na conquista de Henry Schoonmaker, o solteiro mais cobiçado da cidade. À medida que a linha entre amizade e rivalidade continua a revelar-se cada vez mais ténue para as duas raparigas, Nova Iorque prepara-se para assistir a nova torrente de escândalos envolvendo a nata da sua sociedade. Especialmente quando certos rumores do passado ameaçam comprometer o futuro de todos os envolvidos…

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Carta de Amor

Cathleen Schine



Opinião:

Há livros sobre os quais não há muito a dizer. Sendo que esses livros, normalmente, também não têm nada para nos dizer…
 
Este livro andava a “fazer-me olhinhos” há muitos anos. Na última Feira do Livro de Lisboa decidi-me (finalmente!!!) a comprá-lo. Como é óbvio, depois de tanto tempo à espera de ler a famigerada obra o balde de água fria foi grande.
Estava à espera de uma história interessante sobre Helen, a dona de uma livraria que conseguia influenciar os seus clientes a lerem aquilo que ela pretendia, até que certo dia recebe uma carta de amor anónima. A partir daí, a narrativa descamba por completo. Há uma obsessão louca, quer por parte da autora quer por parte da personagem principal, pela dita carta. Sempre que Helen vê alguém ou alguma coisa está constantemente a citar partes da carta, a tentar associá-la a determinadas pessoas e situações e os devaneios multiplicam-se páginas a fora. Que desilusão.


 

2 **

Sinopse:


Divorciada, mãe de uma filha de onze anos, a cativante Helen regressa à pequena cidade onde cresceu, na costa atlântica dos Estados Unidos, e adquire uma livraria que pinta de rosa. Tem tudo para se sentir realizada, tudo lhe corre segundo uma ordem comandada por ela, segura de si no seu jogo de sedução, uma livraria que é capaz de manipular os seus clientes fazendo-os comprar os livros que ela lhes quer vender... Contudo, num dia de Verão, uma misteriosa carta de amor vem perturbar a serenidade do mundo de Helen. Subjugada pelo poderoso feitiço das palavras enamora-se irremediavelmente, e pouco convenientemente, por um estudante de vinte anos, Johnny, seu empregado naquele Verão. Cathleen Schine fez deste livro uma deliciosa e irreverente comédia de costumes, numa escrita desenvolta na coloquialidade dos diálogos, sem deixar nada ao acaso.

domingo, 1 de setembro de 2013

Regresso a Itália

Elizabeth Adler



Opinião:
 
Um livro que, desde o início, me transporta para um cenário idílico já tem meio caminho andado para cair nas minhas boas graças e me deixar rendida. Se a tudo isto juntarmos um bom enredo e uma escrita interessante, o livro conquista-me certamente.
 
Foi exactamente isso que aconteceu com este livro de Elizabeth Adler. Esta senhora tem o dom de descrever paisagens e locais fantásticos. De tal modo que sentimos que estamos lá a assistir a toda a acção. Só nos dá vontade de lá estar também, de ir aos restaurantes onde vão as personagens, de provar as mesmas iguarias, de passear naqueles locais e nos maravilharmos com todos aqueles sítios deslumbrantes.
 
O estilo é aquele a que a autora já nos habituou. Uma escrita leve, com capítulos curtos que convidam a uma leitura veloz. A narrativa também não foge ao habitual. Uma das personagens morre, mas as circunstâncias da sua morte estão envoltas num manto de mistério. Ao longo do livro assistimos ao desenrolar do novelo e o puzzle começa aos poucos a encaixar, esclarecendo-se assim o mistério em causa.
 
Em Regresso a Itália conhecemos Lamour Harrington, uma arquitecta paisagista que viveu a sua infância em Itália com o seu pai, o famoso escritor Jon-Boy. O pai de Lamour sempre foi um sedutor inveterado e sempre teve muitas namoradas, o que deu acabou por dar à protagonista a possibilidade de viver “mais solta”, sem regras muito rígidas.
 
Contudo, a determinada altura, Jon-Boy achou que seria preferível deixar a filha com os pais da sua amiga Jammy, em Chicago, para que pudesse estudar e ir para a universidade. Apesar de adorar Jammy e a sua família, Lamour sentia imensas saudades do seu pai. Até que um dia recebeu a notícia de que Jon-Boy tinha sofrido um fatídico acidente de barco. Lamour sofreu imenso com a perda do seu pai e nunca quis voltar à sua maravilhosa casa na costa amalfitana. Até que um dia a sua amiga Jammy lhe faz uma revelação que vai coloca a sua vida de pernas para o ar. Desorientada, Lamour decide regressar a Itália.
 
Mas, contrariamente ao que pensava, estabelecer-se novamente na casa em que vivia com Jon-Boy não se revela tão fácil como parecia.
 
Gostei imenso de Lamour. Foi uma personagem com quem criei empatia de imediato devido ao seu carácter independente, resoluto e prático. Depois deste livro estou a suspirar por umas férias em Amalfi. Ai…
 
Deixo-vos com uma frase que me marcou profundamente neste livro:
“A vida não é concedida a título permanente. É um privilégio e temos de utilizar o nosso tempo de forma judiciosa. Cabe-nos a todos fazer dela o que pudermos.”
Mifune
 


4 ****

Sinopse:

O marido de Lamour Harrington morreu há dois anos. Desde então, Lamour deixou-se absorver pelo seu trabalho de arquiteta paisagista, mas nem sequer a criação de belas «salas» exteriores consegue devolver-lhe a paz interior. Quando é confrontada com uma horrível verdade sobre o marido que adorava, Lamour percebe que precisa de um lugar onde se reconciliar com a vida. Regressa à casa na costa amalfitana onde viveu com o pai durante os anos mais felizes da sua infância. Mas a casa das suas recordações contém os seus próprios segredos e obriga-a a enfrentar novas verdades sobre outro homem que amou em pequena. A morte do pai foi mesmo acidental? Ou esconderia alguma coisa que precipitou o seu desaparecimento precoce? 
Dividida entre dois homens misteriosos e irresistíveis, Lamour descobre que o passado tem formas de reaparecer quando menos se espera. E alguém quer assegurar-se que Lamour não revela os segredos daquele refúgio idílico e de sonho. Quando o passado e o presente colidem num clímax demolidor e cheio de suspense, Lamour deve encarar o que mais teme, para encontrar a coragem de viver a vida na sua plenitude. Regresso a Itália é um romance fascinante, que nos excita os sentidos e se lê de um fôlego.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Jodi Picoult

"Para a Minha Irmã"



Opinião: 

Ontem acabei de ler Para a Minha Irmã, de Jodi Picoult. Há muito tempo que ouvia falar desta autora, conhecida por abordar temas controversos e sensíveis. Por esse mesmo motivo tive sempre muita resistência em ler as suas obras. Acho que a vida, por vezes, já é dura o suficiente para andarmos a ler coisas tristes e depressivas.

De facto, quando fechei o livro depois de ler a última palavra fiquei meio abananada. Os livros da Jodi não nos deixam indiferentes. É impossível não nos colocarmos na pele das personagens, sofrendo, rindo e chorando com elas. Não costumo chorar com livros. É raro acontecer. Mas ontem, ao chegar ao final, senti os olhos a arder. Como estava nos transportes a caminho de casa tive de controlar a angústia que sentia, embora a cabeça parecesse girar com mil e uma questões que iam surgindo na minha mente. A conclusão a que chegou após terminar Para a Minha Irmã é uma das premissas que regem a minha vida: “o que tiver de ser, ser”, no matter what...

O livro conta-nos a história da família Fitzgerald. A Kate é a filha mais velha do casal e a quem diagnosticaram uma espécie rara de leucemia quando tinha apenas 2 anos. Desde então, a vida desta rapariga centra-se em tratamentos e internamentos no hospital. Com receio de perderem a filha, por nem eles nem o seu filho mais novo serem dadores de medula compatíveis com Kate, Brian e Sara decidem ter um novo bebé. Nasce então Anna.

Anna sempre soube que foi criada de modo a ser geneticamente compatível com Kate e poder tornar-se sua dadora, salvando assim a sua vida. O problema é que, com o passar dos anos a leucemia parece estar a ganhar a batalha da vida. As doações de medula não ser suficientes para salvar Kate e o seu estado de saúde agrava-se bastante. E a única luz ao fundo do túnel seria Anna doar-lhe um rim.

Mas… E se a Anna se recusasse ser submetida a mais um procedimento médico para salvar a sua irmã, coisa que tem feito desde que nasceu? Afinal também tem direito ao seu corpo e a não ter de sacrificar a sua saúde em benefício de uma irmã que poderá morrer de qualquer forma de leucemia. Será que esta decisão é justa? A escolha de Anna é moral e eticamente aceitável? A partir daqui, Anna procura um advogado para fazer valer os seus direitos em tribunal e emancipar-se medicamente da sua família. Claro que esta tomada de posição face à doença de Kate torna a vida desta família um caos ainda maior. Caos esse que se vai destrinçando páginas a fora, até chegar a seu desfecho.

Após esta primeira intensa experiência com um livro de Jodi Picoult tenho de reconhecer quer a sua habilidade para criar um argumento sólido e bem construído sobre um tema absolutamente controverso, quer a investigação profunda que se percebe que foi feita. A escrita é fluída, mantém o interesse constantemente na acção e o tema é pertinente.

Contudo, não posso dizer que tenha ficado da autora e das suas “histórias”. A sua densidade emocional é brutal. Mas são sem dúvida livros para quem gosta de emoções fortes.



3 ***


Sinopse:


Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica - ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.
Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento. Em Para a Minha Irmã muitas questões complexas são levantadas: Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã? Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna? Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação? A narrativa muda de personagem para personagem de modo que o leitor pode escutar as vozes dos diferentes membros da família, assim como do advogado e da tutora ad litem, destacada pelo tribunal para representar Anna.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A Árvore dos Segredos

Opinião:

Há livros que nos provocam alguma angústia ou tristeza depois de os lermos. Há outros que não deixam marcas e nos passam ao lado. Parece que até nos esquecemos que os lemos. Outros há que nos deixam felizes e bem-dispostos por serem capazes de nos arrancar umas boas gargalhadas. E há outros que nos deixam uma marca indelével e que nos enternecem profundamente... Ainda que não saibamos explicar bem porquê. Este livro foi um desses!

A narrativa começa por nos levar até ao calor sufocante das pampas argentinas, onde se situa o rancho da família Solanas. Na fazenda residem os vários membros desta extensa família.

A protagonista da história é Sofia Solanas, uma rapariga irreverente, alegre e voluntariosa. Sofia tem uma relação muito peculiar com a sua mãe, estando sempre a postos para a contrariar no que quer que seja. Essa relação azeda a partir do momento em que a sua mãe se apercebe que ela vive um romance arrebatador com o seu primo Paco. Preocupada com o escândalo que o namoro poderá provocar no seio da família, Sofia é enviada para a Europa, onde estará longe quer de Paco quer da sua prima e melhor amiga Maria.

E será a milhares de quilómetros de distância e de coração partido que Sofia irá refazer a sua vida. Após a rejeição da sua família, Sofia esquece que alguma vez pertenceu à família Solanas. Até que um dia recebe uma carta em nome da sua prima Maria que lhe pede para voltar. E é então que todos os segredos e desentendimentos ressurgem.


Este livro foi-me aconselhado por uma tia que adoro e que, tal como eu, é doida por livros e os devora me menos de nada. Na altura em que ela me falou do livro fiquei entusiasmada e com vontade de o ler. Contudo, como o livro não era dela não o pude trazer comigo, embora tenha sempre ficado com o nome da autora na cabeça, qual reminder para um dia mais tarde comprar e ler. Acabei por comprar o livro mas deixei-o a marinar na minha estante durante bastante tempo antes de me decidir a lê-lo. Quando finalmente me decidi a fazê-lo, perguntei-me como pude esperar tanto tempo para ler aquele que foi para mim o melhor livro que li em 2012.

Com este livro ri, chorei, torci pela protagonista, sofri com ela e emocionei-me. Adorei todas as personagens, mesmo aquelas que me enraiveceram, pois estão muito bem construídas e deixaram-me imensas saudades. Um livro que irei reler, com certeza!

5 *****


Sinopse:

Autor: Santa Montefiore - Páginas: 544 - Editora: Bertrand Editora

Um amor proibido nas Pampas argentinas. Numa apaixonante paisagem onde o Sol se põe em tons de fogo, a escritora inglesa Santa Montefiore escreve um épico de amor, desilusão e segundas oportunidades. No rancho de Santa Catalina, os irmãos Solanas vivem e crescem juntos. Quando Paco se apaixona por uma irlandesa, Anna Melody, tudo muda na família. A filha de ambos, Sofia, que cresceu à sombra do ombú na quente planície, vive um amor proibido que a obriga a deixar a terra que sempre amou. Uma saga familiar que nos leva de Inglaterra à Argentina, numa cuidada narrativa de emoções fortes com um inigualável odor a gardénias...


A Virgem Cigana



 

Opinião:

 
Não há nada como ler um livro que para além de ter uma história que nos encanta ainda nos ensina uma lição de vida. É gratificante saber que aquela história tem uma determinada moral e que não se cinge apenas a um enredo envolto em seda e purpurinas. Que o livro tem uma mensagem para nos transmitir e que vamos retirar uma conclusão após a sua leitura.


Esta é a ideia com que fico após ter terminado a leitura de mais um livro desta autora. Santa Montefiore não resiste em deixar-nos uma mensagem em cada romance que escreve. Este livro não é excepção.
Ao longo destas deliciosas páginas, que li avidamente, conhecemos a vida de Mischa e da sua mãe, Anouk. Mischa nasceu em Bórdeus há seis anos. Mais precisamente há seis anos e três quartos e tem uma peculiaridade: é mudo. Contudo, a sua mudez é sintoma de um trauma do seu passado e de uma grande injustiça que sofreu, juntamente com Anouk, por parte dos habitantes da aldeia de Maurilliac. Esse incidente condiciona de forma inevitável a vida deste rapaz, fazendo com que este não tenha amigos da sua idade e que as pessoas o olhem com ódio, rancor e desprezo. Daí que as pessoas de que gosta e que gostam dele tenham um lugar especial no seu doce coração.
Num dia de vento surge um americano, na aldeia, conhecido como Coiote, que decide hospedar-se no château em que Anouk trabalha. E a partir daí a vida destas 3 personagens muda por completo. Os três mudam-se para os E.U.A. onde irão iniciar uma nova vida, longe dos preconceitos dos habitantes daquela pequena localidade francesa.
Coiote representa tudo para Anouk e Mischa. Os dois depositam todo o seu amor, esperança e desejo de serem felizes neste homem. E, durante os primeiros anos, a felicidade polvilha a vida de todos eles.
Todavia, sem nada o fazer prever, um dia Coiote sai de casa e não volta mais. Nesse momento, o mundo de Mischa, bem como tudo aquilo em que ele acredita, começa irremediavelmente a ruir.
Os anos vão passando mas a amargura de Mischa acentua-se com o passar do tempo. E o que este livro nos ensina ao longo do percurso deste protagonista é que não vale a pena termos mágoas relacionadas com o nosso passado. Não vale a pena termos esqueletos no armário, porque isso só nos torna pessoas tristes, amarguradas e infelizes. É importante resolvermos bem os nossos traumas, os nossos pequenos (ou grandes) dramas do dia-a-dia para podermos viver de forma plena.
Outro dos ensinamentos que recebi com a leitura deste livro é que todos nós somos falíveis e cometemos erros dos quais nos arrependemos mais tarde. Por isso, devemos estar abertos a ouvir os outros, tentar compreendê-los e, sobretudo, perdoá-los. Embora esta última parte nem sempre seja fácil.
Enfim! Posso dizer que, mesmo sendo apenas o 2º livro da Santa Montefiore que leio, estou rendida à sua escrita. É certamente uma autora a seguir!
 


 4 ****
 

Sinopse:

Autora: Santa Montefiore - N.º de Páginas: 348 - Editora: Bertrand



Um dia o vento traz-lhe Coyote, um americano, e a sua vida muda radicalmente. Deixando a França para trás, Mischa reencontra a felicidade ao lado da mãe e de Coyote numa pequena cidade americana. No entanto, e tal como aconteceu com o seu pai, o padrasto também desaparece de repente sem uma palavra.

Já adulto, Mischa vive atormentado por estas cicatrizes. Quando a sua mãe, ao morrer, entrega a um museu A Virgem Cigana, um célebre quadro de Ticiano cuja existência Mischa desconhecia por completo, este decide então regressar a França para fazer as pazes com o seu passado e descobrir a verdade sobre a origem do quadro, por mais dolorosa que esta possa ser.


Mischa conhece bem a sensação de abandono. O seu pai alemão desapareceu no final da guerra, deixando-o a ele e sua à mãe entregues ao ódio e ao desprezo dos outros habitantes da vila francesa.


domingo, 11 de agosto de 2013

Estrela Cativa

Autora: Nora Roberts
N.º de Páginas: 286
Editora: Harlequin

Confusão a dobrar







Opinião:



Eis a continuação da trilogia “As Estrelas de Mithra”. Neste 2º volume conhecemos M. J. O’Leary, uma das melhores amigas de Bailey James (que conhecemos no 1º volume), uma mulher destemida, batalhadora e que não tem medo de dizer e fazer o que pensa.

Quando vê a sua casa invadida por um desconhecido que tenta à força algemá-la, fica completamente fora de si e não se rende facilmente. Apesar de perceber que aquela mulher é um osso duro de roer, Jack Dakota não desiste, pois trata-se de um caçador de recompensas e não quer abdicar do seu prémio.
Mas as coisas não se adivinham tão simples como parecem inicialmente e ambos apercebem-se de que estão metidos numa grande confusão. Juntos vão tentar descobrir quem lhes armou a cilada e tentar destrinçar o novelo de lã em que estão enredados.
Este 2º volume agradou-me mais que o 1º, embora não morra de amores pela trilogia. Mas posso afirmar que as personagens são mais consistentes e que a história é irrequieta, pois os protagonistas não param um minuto sossegados.
Em breve lerei o 3º volume para saber como termina a trilogia.



3 ***
 
 

Sinopse:


Tudo indicava que aquela sedutora e ardilosa mulher não era assim tão inocente… tudo excepto o seu coração cativo. Deveria ser uma tarefa fácil…
A única coisa que tinha de fazer era apanhar uma mulher bonita que violara a liberdade condicional e que nem sequer se incomodava em esconder-se.
 
Mas o cínico caça-recompensas Jack Dakota descobriria muito em breve que com M.J. O’Leary nada seria fácil... e este caso também não. Alguém lhes prepara uma armadilha. 
 
De repente, encontravam-se algemados um ao outro e tinham dois assassinos a soldo no seu encalço. Como se isso não bastasse, M.J. recusava-se a falar, inclusive depois de Jack encontrar um gigantesco diamante azul na sua mala.