quinta-feira, 8 de maio de 2014

Livros Low-Cost



Olá a todos os que seguem ou gostam de passar pelo Palavras Escritas ao Vento! Tenho novos livros disponíveis para venda a preço de amigo. Visualizem a lista completa e as fotos no separador "Livros Low-Cost". Os interessados devem enviar um e-mail para: 
monikahorta@gmail.com

Boas Leituras!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Como Água para Chocolate

Laura Esquivel


Opinião:

Quando me perguntam se gosto de literatura latino-americana costumo responder sempre que não, que não é bem a minha onda e que não aprecio especialmente. Mas (verdade seja dita) já li romances de escritores latino-americanos muito, muito bons. Tal como já li outros muito fracos, incapazes de imprimir a mais leve marca na minha alma.

No entanto, há que reconhecer que, foram mais aqueles de que gostei do que aqueles de que não gostei. Por isso, posso concluir que afinal gosto bastante da escrita desenfreada e atribulada destes autores. Há toda uma velocidade e intensidade na escrita e no suceder de acontecimentos nos seus livros que me agrada e me faz mergulhar intensamente nas suas obras. Por isso, depois de ler mais esta obra, posso dizer que gosto imenso de literatura latino-americana.

Tita é a protagonista desta novela e é a mais nova de três irmãs, tendo por isso o seu destino traçado. Tita vive com as suas irmãs, a mãe numa fazenda no México, no início do século XX. Na sua família (para mal dos seus pecados) criou-se a tradição da filha mais nova não se casa e ficar a tratar da mãe até à sua morte. Tita vê, então, o seu destino fugir-lhe das mãos quando Pedro, o rapaz que ama, ao pedir a sua mão em casamento à Mama Elena se vê forçado a casar com Rosaura, a irmã mais velha, pois é a única forma de poder estar com a sua amada todos os dias.

Contudo, para Tita não é fácil gerir as emoções de viver na mesma casa que o homem que ama e de este estar casado com a sua irmã. Sobretudo, quando esta engravida. A única forma de escape que ela encontra para as suas emoções é a comida. Tita transforma os mais simples ingredientes em opíparos manjares, qual alquimista, transpondo para os alimentos aquilo que estava a sentir enquanto os cozinhava. É claro que este dom gera as mais diversas situações, algumas delas bastante caricatas.

Gostei imenso desta personagem, mas às vezes ficava danada por ela não se revoltar contra a tirania da Mama Elena. No entanto gostei daquele final “explosivo” e inesperado, que me deixou um gosto a chocolate na boca.


4 ****


Sinopse:

Neste romance surpreendente e admirável, que revelou ao leitor português uma grande escritora mexicana, toda a trama narrativa roda em torno da cozinha e de um certo número de elementos culinários. Cada capítulo abre com uma receita fora do comum (mas ao mesmo tempo perfeitamente realizável), a pretexto e em volta da qual não apenas se juntam os comensais, mas também se “cozem” e “temperam” amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte. 
Enorme sucesso editorial, Como Água para Chocolate foi já traduzido em inúmeros países e adaptado ao cinema.

sábado, 19 de abril de 2014

De Malibu, com Amor

Elizabeth Adler


Opinião:

“De Malibu, com Amor” foi a minha leitura de férias, em Março. Como ia para um destino de praia, achei boa ideia fazer-me acompanhar de um livro que se passasse num ambiente, também ele, de areias douradas e mar azul.

Na realidade, este livro faz-nos viajar para vários sítios mundo. Quando damos por nós saltámos de Malibu para Cannes, depois para Roma, novamente para Malibu e de seguida uma pequena vila no México. Passamos o tempo todo nisto. Mas quem conhece os livros da Elizabeth Adler sabe que é o habitual. A autora escolhe sempre sítios agradáveis e bonitos para os seus enredos, para além de ser pródiga em descrições que nos transportam para os próprios locais. Sempre que leio um livro seu, a minha vontade de me meter num avião e rumar a um sítio novo aumenta exponencialmente.

De Malibu, com Amor é o primeiro livro de uma série em que as personagens principais são o detective privado Mac Reilly e a sua namorada (e ajudante) Sunny Alvarez. Esta dupla dá um colorido muito interessante à narrativa, pois estão constantemente às turras. Eles e os seus respectivos adorados cães (Pirate e Tesoro).

Neste 1º volume, Mac Reilly é chamado pela famosa actriz de cinema Allie Ray, bem como pelo seu marido (de quem se está a divorciar) o milionário Ron Perrin, que acham ambos que andam a ser seguidos. Às tantas parece a his´toria do gato e do rato? Quem anda a seguir quem e porquê? Os mistérios sucedem-se e as viagens também.

Afeiçoei-me inevitavelmente à Allie Ray e à sua tentativa de romper com uma vida de frivolidades. Foi uma personagem que convenceu, embora tenha de admitir que o seu final não me agradou de todo. Tanto empenho para nada…  

Em geral, gostei bastante desta dupla de investigadores e das suas aventuras. Um livro leve e fresco, ideal para ler numas férias à beira-mar ou numa espreguiçadeira junto à piscina.


4 ****


Sinopse:

Quando o detetive privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma. 
Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele. 

Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade. É aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca. 

Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma atriz que só quer desaparecer...

terça-feira, 15 de abril de 2014

O Gosto Proibido do Gengibre

Jamie Ford


Opinião:

Não é segredo para ninguém que gosto muito de livros ambientados na II Guerra Mundial. Como a minha mãe conhece bem os meus gostos, decidiu oferecer-me este precioso livro que, obviamente, não me deixou indiferente. Muito pelo contrário.

O Gosto Proibido do Gengibre conta-nos a história de Henry Lee, um rapaz nascido nos EUA, com ascendência chinesa, e da sua amizade com Keiko, uma rapariga de ascendência japonesa. Henry e Keiko frequentam a mesma escola e tornam-se amigos por se sentirem ambos discriminados, numa altura em que os EUA entram na II Guerra Mundial. Aí ambos desenvolvem uma amizade que vai para além das palavras. Uma amizade de tal forma profunda que os levam a conhecer os meandros da alma um do outro sem terem de sequer falar.

Quando os americanos começam a enclausurar os seus habitantes japoneses em campos de detenção, Henry e Keiko ficam desesperados por saberem que serão forçosamente afastados e que podem nunca mais se ver. Percebem, então, que aquilo que sentem um pelo outro não é apenas uma forte amizade.

A história é contada em analepse por Henry que, 40 anos depois, vai recordando o seu passado e a sua amiga Keiko, no dia em que passa em frente ao Hotel Panamá. Hotel esse que estava entaipado e onde foram escondidos os pertence de dezenas de famílias japonesas que foram levadas para os campos de detenção.

O livro lança-nos um novo olhar sobre a II Guerra Mundial, deixando-nos a pensar onde é que ficam os valores da Humanidade durante estes períodos. E, apesar de algumas nações gostarem de transmitir passar a imagem que aquilo que fizeram é lícito e que foi em prol da humanidade, a verdade é que também cometem autênticas atrocidades. Umas mais graves que outras, umas mais badaladas que outras, mas nem por isso desculpáveis ou menos graves.

O livro evidencia ainda a rigidez da cultura e costumes chineses que estão fortemente retratados na personalidade dos pais de Henry, com os quais não consegui criar qualquer tipo de empatia. Sobretudo com o pai. Já o Henry é uma personagem encantadora e muito humana. A aversão que algumas personagens provocam só evidencia a capacidade exímia do autor lhes dar consistência. A amizade entre Henry e Sheldon também é digna de nota.

O Gosto Proibido do Gengibre é um livro memorável e que nos deixa na boca um gostinho bom. Atrevam-se a prová-lo!

4 ****

Sinopse:

1986. Henry Lee, um americano de ascendência chinesa, junta-se a uma multidão que se encontra à porta do Hotel Panama, outrora o ponto de encontro da comunidade japonesa de Seattle. O hotel esteve entaipado durante décadas, mas a sua nova proprietária descobriu na cave poeirenta os pertences das famílias japonesas que, após o ataque a Pearl Harbor, foram enviadas para campos de internamento. Quando uma sombrinha de bambu é exibida, Henry recua quarenta anos e recorda Keiko, uma jovem de ascendência japonesa com quem criou um profundo laço de amizade e de amor inocente que ultrapassaram os preconceitos ancestrais que opunham as duas comunidades. Quando Keiko e a sua família são enviados para um campo, apenas resta aos dois jovens esperar que a guerra termine para que as promessas que fizeram um ao outro se possam finalmente cumprir.

Passados quarenta anos, Henry, agora viúvo, ainda tenta encontrar uma explicação para o vazio que o acompanhou desde então; para a atitude distante de um pai que nunca entendeu; para a relação difícil com o filho; e, sobretudo, uma explicação para as suas próprias escolhas.

O Gosto Proibido do Gengibre é um romance extraordinário, que nos revela uma das épocas mais conflituosas da História dos Estados Unidos.






terça-feira, 8 de abril de 2014

Uma Aposta Perversa

Emma Wildes


Opinião:

Já tinha ouvido falar muito desta autora, mas ainda não tinha lido nada dela. Decidi estrear-me com “Uma Aposta Perversa” porque a sinopse deixou-me curiosa quanto ao dilema da protagonista, escolher o melhor amante entre dois homens da sociedade londrina.

A história parecia-me suficientemente apimentada para gerar bons momentos de leitura. Foi com essa expectativa que me lancei nesta leitura que, afinal, deixou muito a desejar. Esperava uma história mais sumarenta e mais picante. Achei tudo um pouco desenxabido e, dada a desilusão, não fiquei com vontade de ler mais nada de Emma Wildes. Enfim, é menos uma autora em que gasto dinheiro (há que ver sempre o lado positivo da vida :)).

 2 **

Sinopse:

Não se fala noutra coisa na cidade. Num momento menos sóbrio, os dois mais famosos libertinos de Londres - o conde de Manderville e o duque de Rothay - fazem uma aposta muito publicitada para decidirem qual deles é o melhor amante. Mas que mulher que reúna beleza, inteligência e discernimento concordará em ir para a cama com ambos os homens e declarar qual deles é mais competente a satisfazer os seus desejos mais profundos?
Lady Caroline Wynn é a última mulher que alguém esperaria que se oferecesse. Uma viúva respeitável com uma reputação de gelo, Lady Caroline mantém-se firmemente fora do mercado de casamento. Pode não desejar outro marido, mas o seu breve casamento deixou-a com algumas perguntas escandalosas sobre o acto de fazer amor.
Se o conde e o duque concordarem em manter secreta a identidade dela, Ldy Wynn decidirá qual dos dois detém a maior mestria entre os lençóis. Mas, para surpresa de todos, o que começa como uma proposta indelicada transforma-se numa espantosa lição de amor eterno.

sábado, 22 de março de 2014

En el País de la Nube Blanca

Sarah Lark


Opinião:

Descobri este livro na secção de livros em espanhol, numa ida ao Corte Inglês. O título chamou-me desde logo a atenção assim como o facto da acção se desenrolar num país sobre o qual não conhecia muito, a Nova Zelândia. Acabei por descobrir que o livro é, na realidade, o primeiro volume de uma trilogia.

En el País de la Nube Blanca conta-nos a história de Gwyneira e Helena, duas mulheres que se conhecem e tornam amigas durante a viagem rumo a uma nova vida, na Nova Zelândia. Gwyneira é uma jovem indomável, que adora cavalos e, para desgosto da sua mãe, não se interessa minimamente por temas “mais femininos” (bordados, flores, etc.). O seu pai acaba por comprometer o seu futuro ao apostar a mão de Gwyn, durante um jogo de póquer, ao filho de um latifundiário neozelandês. Por seu lado, Helena é uma jovem preceptora, de 27 anos, que sonha casar e ter filhos, dedicando-se por inteiro à família. Ao ler um anúncio num jornal de um fazendeiro solitário que pretende casar-se vê que a mudança na da vida pode estar à distância de uma carta e de uma viagem até ao outro lado do mundo.

Assim começa a viagem que vai mudar a vida de Helena e Gwyneira. O livro começa de mansinho. Inicialmente senti que a narrativa não desenrolava e tinha pouca acção. Mas, após a chegada das protagonistas à Nova Zelândia, parece que se puxa o fio do novelo e as peripécias sucedem-se. Acabei por afeiçoar-me a estas 2 mulheres tão diferentes e no fundo tão iguais.

Gostei imenso dos cenários descritos pela autora e de descobrir mais sobre a febre do ouro daquela época. Fiquei menos agradada com a descrição da caça à baleia e à foca e com a forma desumana como tratam estes animais.

Este foi o 1º livro a sério que li no meu Kobo Touch. Digo a sério, porque En el Pais de la Nube Blanca tem 645 páginas e a única coisa que li antes em formato digital foi uma short-story. Há uns meses achei que nunca irei ser capaz de ler um e-book. Muito menos num dispositivo daquele tipo. Contudo, acabei por me render. Mas, ao longo da leitura, o meu Kobo bloqueou imensas vezes e tinha de o reiniciar. Outras vezes, reiniciava sozinho. Como achei que isto não era normal acabei por ir à loja devolvê-lo, pois estão a ser substituídos por modelos melhores. E agora não é que sinto saudades do bicharoco? Até já tenho alguns e-books em fila de espera para serem lidos quando comprar um Kobo novo.

No fundo, acho que o livro me marcou não só pela história em si, mas também pela minha curta experiência com o Kobo. E confesso… Estou desejosa que saiam os novos modelos para poder ler os outros volumes.



4 ****

Sinopse:

Londres, 1852: dos chicas emprenden la travesía en barco hacia Nueva Zelanda. Para ellas significa el comienzo de una nueva vida como futuras esposas de unos hombres a quienes no conocen. Gwyneira, de origen noble, está prometida al hijo de un magnate de la lana, mientras que Helen, institutriz de profesión, ha respondido a la solicitud de matrimonio de un granjero. Ambas deberán seguir su destino en una tierra a la que se compara con el paraíso. Pero¿ hallarán el amor y la felicidad en el extremo opuesto del mundo? "En el país de la nube blanca", el debut más exitoso de los últimos años en Alemania, es una novela cautivante sobre el amor y el odio, la confianza y la enemistad, y sobre dos familias cuyo sino está unido de forma indisoluble







quinta-feira, 6 de março de 2014

A Rapariga de Papel

Guillaume Musso

Quando termino um livro muito bom e que adorei, apetece-me falar logo de seguida nele a toda a gente. Apetece-me gritar aos 4 ventos o quão maravilhoso o livro é e aconselhá-lo a meio mundo. Quero explicar porque é que gostei tanto daquele livro, o que é que me fascinou mais e porque não queria que acabasse.  
No entanto, ao acabar de ler “A Rapariga de Papel” não foi isso que me aconteceu. O livro deixou-me tão fascinada que nem conseguia dizer nada sobre ele. Foi como se todo o léxico me tivesse sido arrancado e eu não fosse capaz de explicar quão marcante o livro havia sido para mim. Fiquei tão enlevada com esta obra que nem tinha forma de o traduzir em palavras. Acho que agora continuo sem conseguir fazê-lo.

Desconhecia o autor Guillaume Musso, embora já me tivesse sido vivamente recomendado por duas amigas, a Filipa e a Isa. J Mas como a pilha de livros por ler é sempre gigante, não me atrevia a comprar os livros de um autor do qual não sabia se ia gostar. Até porque livros de autores que não conheço tenho eu a rodos, na minha pilha por ler. Ai, mal sabia eu o que estava a perder… Quando a Bertrand publicou “A Rapariga de Papel” fiquei logo com muita vontade de o ler. A sinopse prometia! Mas o que me convenceu completamente foi a fantástica review que a Filipa Moreno fez no seu blogue. A Filipa é bastante exigente nas classificações que dá às suas leituras. E se lhe tinha atribuído 5 estrelas é porque o livro efectivamente as merecia!

Entretanto, acabei por combinar uma leitura com a Isa (que também tinha esta pérola por ler) o que tornou tudo ainda mais interessante. Íamos debatendo os nossos pontos de vista, partilhando a nossa opinião sobre as personagens e as diversas situações.

Então o que tenho eu a dizer sobre o livro? Em primeiro lugar gostei imenso da escrita do autor, pois consegue transportar-nos para a acção e visualizar tudo com imensa clareza. Outro dos méritos (não sei se do autor ou apenas da editora) é o facto de quando uma personagem escreve um bilhete a outra, essa informação nos aparecer com a efectiva aparência de bilhete manuscrito. Isso dá algum realismo e efectividade à narrativa.

Depois acho que o conceito por trás da narrativa está muito bem pensado. Tudo se entronca e faz sentido no final. E aí (embora deteste fazer comparações) não consegui deixar de me lembrar dos livros da colecção Triângulo Jota, do escritor Álvaro Magalhães, em que havia um enigma por descobrir mas no final tudo se deslindava de forma clara e óbvia, apesar de os indícios apontarem noutras direcções.

Não posso deixar de louvar o facto de o escritor ter tido a coragem de redigir uma obra sobre aquele que é o pior pesadelo de alguém que vive da escrita, pânico da página em branco. De olhar para uma folha em branco e não ser capaz de escrever. De sentir que a inspiração lhe foge pelos dedos e se ver confrontado com um vazio de nada ter para dizer ao mundo. Se esta história nasceu dessa dificuldade, então valeu bem a pena que o pânico do autor perante o vazio criativo.

Só tenho mais uma coisa a dizer. Leiam este livro!


Obrigada por tudo Filipa e Isa… J

5 *****

Sinopse:

Há apenas alguns meses, Tom Boyd era um escritor famoso em Los Angeles, apaixonado por uma célebre pianista. Mas na sequência de uma separação demasiado pública, fechou-se em casa, sofrendo de bloqueio artístico e tendo como única companhia o álcool e as drogas. Certa noite, uma desconhecida aparece em sua casa, uma mulher linda e completamente nua. Diz ser Billie, uma personagem dos romances dele, que veio parar ao mundo real devido a um erro de impressão do seu livro mais recente.
A história é uma loucura, mas Tom acaba por acreditar que aquela deve ser de facto a verdadeira Billie. E ela quer fazer um acordo com ele: se ele escrever o seu próximo romance, ela poderá regressar ao mundo da ficção. Em troca, ele ajuda-a a reconquistar a sua amada Aurore. O que tem ele a perder?

domingo, 2 de março de 2014

Uma Oferta Irrecusável

Jill Mansell


Opinião:

Quando estamos tristes não há nada melhor que ler um bom livro, capaz de nos fazer nos arrancar umas gargalhadas sinceras. Os livros da Jill Mansell têm, na minha opinião, esse dom. Deixam-me alegre e com um sorriso na boca. Fazem-me olhar para o lado cómico da vida e encarar as coisas com outra leveza.

Quando comecei a ler “Uma Oferta Irrecusável” estava cheia de entusiasmo. Sofri com a Lola quando ela se viu contra a parede e forçada a aceitar o suborno da mãe de Dougie e fiquei feliz quando ela, passados todos aqueles anos o voltou a reencontrar sem aviso prévio. Mas ao longo do livro o meu entusiasmo foi esmorecendo.

Apesar da Lola ser uma personagem cómica não consegui deixar de a achar um pouco fútil e superficial. E o mesmo se aplica a Sally (a irmã de Dougie) de quem se torna uma grande amiga. No entanto, adorei a genuidade de certas personagens, como Gabe, Nick e E.J.. Regra geral, as personagens masculinas deste romance são muito mais consistentes que as femininas.

Não posso dizer que não gostei desta “oferta” mas não a achei “irrecusável”, ou pelo menos, tão irrecusável como os outros livros da autora que já li.


3 ***


Sinopse:

Lola não pretendia aceitar o suborno da mãe do seu namorado para pôr um fim à relação com ele. Ainda por cima porque a mãe de Dougie é arrogante e insuportável. Mas depois Lola descobre que uma das pessoas que mais ama está desesperada e a única maneira de a ajudar é ficar com o suborno e partir o coração de Dougie. Dez anos depois, Lola reencontra-se com Dougie e descobre que os seus sentimentos por ele estão mais fortes do que nunca. Ela faria tudo para o ter de volta, mas nunca lhe poderá contar a verdade. Mesmo sendo bonita, persuasiva e infinitamente optimista, será que vai conseguir ultrapassar a frieza dele e reconquistar-lhe o coração?





terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Uma Rapariga dos Anos 20

Sophie Kinsella



Opinião:

Hoje acabei de ler “Uma Rapariga dos Anos 20” e não podia deixar de vir partilhar convosco a minha opinião sobre este livro É tão bom quando acabamos de ler um livro e nos sentimos preenchidos. É uma sensação de completude e de missão cumprida, que nos deixa com um sorriso nos lábios. J

A narrativa deste pequeno calhamaço (sim, porque o livro ainda é pesadote!) começa com o funeral de Sadie, a tia-avó de Lara Lington, a personagem principal da história. Durante o funeral Lara pensa que está a ficar louca, pois começa a ver e ouvir o fantasma da sua tia-avó a falar consigo e a exigir que encontre o seu colar preferido, pois não pode partir sem ele. A partir daqui é a confusão total. Lara vê-se envolvida nas mais diversas situações (algumas bem estapafúrdias) devido às exigências malucas de Sadie.

Inicialmente o livro não estava a cativar a minha atenção. Acho que a autora exagerou nalgumas das peripécias que descreve. Mas a certo momento a narrativa adquire um ritmo tal que me deixou completamente envolvida e me fez ganhar bastante apreço por algumas personagens. É impossível não nos afeiçoarmos à Sadie fanática pelos anos 20, ao tímido e reservado Ed ou à corajosa Lara. E é sobretudo interessante ver como a Sadie faz toda a diferença na vida da Lara.

Este é um livro que nos faz pensar sobre alguns aspectos da nossa vida. Faz-nos apreciar mais os momentos com as pessoas de quem gostamos. Ensina-nos que não devemos deixar para amanhã aquilo que queremos dizer ou fazer, nem adiar indefinidamente decisões que temos de tomar. Leva-nos a sentir que o importante é sermos felizes e sentirmo-nos bem connosco próprios, independentemente daquilo que os outros possam pensar. E levou-me a ficar com um sorriso nos lábios por, apesar do início da leitura não ter sido auspicioso, não ter desistido de um livro que tinha tanto para me dizer.



4 ****

Sinopse:

Lara sempre teve uma imaginação muito fértil, mas agora, questiona-se se não estará a ficar louca. As raparigas normais de vinte anos simplesmente não vêem fantasmas! Inexplicavelmente, o espírito da sua tia-avó Sadie - sob a forma de uma rapariga ousada, exigente e dançarina de Charleston - apareceu-lhe para fazer um último pedido: Lara deve encontrar um colar que se encontra desaparecido para que Sadie possa descansar em paz. 
Lara já tem problemas que cheguem na sua vida. A sua nova empresa está em declínio, o seu melhor amigo e parceiro de negócios fugiu para Goa e acaba de ser abandonada pelo amor da sua vida. 
Mas à medida que Lara passa tempo com Sadie, a vida torna-se mais fascinante e a caça ao tesouro transforma-se em algo intrigante e romântico. Poderia o fantasma de Sadie ser a resposta para os problemas de Lara? Poderiam duas raparigas de épocas diferentes aprender algo especial uma com a outra?