domingo, 3 de fevereiro de 2013

A primeira leitura de 5 estrelas deste ano

Carlos Ruiz Zafón


“Marina”


Autor: Carlos Ruiz Zafón
Páginas: 304
Editor: Booket

Opinião:

Não sentem que há autores que nunca vos desiludem? Sabemos sempre que um livro seu é sempre um bom livro, capaz de nos entreter durante umas boas horas e nos proporcionar momentos de leitura extremamente agradáveis. Eu sinto isso com o Carlos Ruiz Zafón. O primeiro livro deste escritor que li foi “A Sombra do Vento”, em 2005, e fiquei fascinada. Zafón consegue descrever ambientes sombrios, tenebrosos e misteriosos que nos deixam de pele arrepiada, com uma mestria incomparável.

“Marina” é o terceiro livro que leio deste escritor. Mais uma vez, sinto-me rendida não só às ruas e aos locais recônditos de Barcelona onde o autor nos conduz, como às personagens e ao enredo que as envolve.

A narrativa leva-nos até Óscar, um jovem que estudante de um colégio interno, cujo fascínio pela cidade o leva a passear todos os fins de tarde pelas ruas de Barcelona. Um belo dia, o seu passeio acaba por levá-lo a descobrir uma antiga mansão que parece estar abandonada. A sua curiosidade pelo enorme casarão e pelo seu indolente jardim levam-no a entrar sem ser convidado.

Ao entrar na mansão Óscar escuta ópera e aventura-se pelas divisões tentando perceber se ali mora alguém. Durante a sua exploração encontra um relógio de bolso com uma frase gravada no verso que muito o intriga. De súbito, percebe que não está sozinho ao ver que está um homem sentado numa poltrona. Assustado, Óscar desata a fugir mas a atrapalhação da fuga faz com que leve consigo, por engano, o relógio. Ao chegar ao colégio, Óscar não consegue deixar de pensar naquela casa e nos mistérios que esta esconde. A consciência começa a pesar-lhe por ter trazido consigo um relógio que não era seu. Decide então que tem de voltar para o devolver.

Ao regressar àquele casarão fascinante, Óscar encontra uma rapariga no jardim que afirma morar naquela casa com o seu pai. A partir daí, gera-se uma relação de grande amizade e proximidade entre a rapariga, que dá pelo nome de Marina, o seu pai (Gérman) e Óscar, que aproveita todos os momentos para visitar os seus novos amigos. Um dia, Marina leva Óscar até um velho cemitério onde vêem uma mulher completamente vestida de preto dirigir-se a uma campa. Intrigados com aquela visão, decidem segui-la. E é a partir de aqui que ambos se vêem envolvidos numa busca incessante pela verdade e pelas histórias secretas que a cidade de Barcelona esconde.

Esta é uma história de fantasmagorias, de marionetas que ganham vida, de teatros abandonados e de todos os ingredientes que compõem um bom livro de suspense. Digo-vos desde já que este livro dava um filme de suspense fabuloso! Mas eu sou suspeita, pois adoro este mundo das sombras que ganham vida, das névoas tenebrosas e das tábuas do soalho que rangem à noite.

“Marina” foi o primeiro livro que em Espanhol, a língua-mãe do escritor. Tenho de dar a mão à palmatória pois, efectivamente, não há nada como ler um livro na língua em que foi escrito. A magia das palavras é totalmente diferente, mais arrebatadora. E, a partir de agora, este é um leitor que só pretendo ler em Espanhol. Estou cada vez mais rendida a este escritor. Uma última palavra: FABULOSO!

5*****




Sinopse:

«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

David Anthony Durham


“Acácia – Presságios de Inverno”

Autor: David Anthony Durham
Editora: Saída de Emergência
Saga/Série: Série Acácia Nº: 1
Nº de Páginas: 368





Opinião:

“Acácia – Presságios de Inverno” é o segundo livro de uma série de David Anthony Durham, da qual já tinha lido o 1º livro. Neste volume a história é retomada no ponto em que a deixámos, ou seja, vamos ao encontro dos 4 príncipes exilados de Acácia, nove anos após a morte do rei Leodan Akaran, ficando a conhecer a fundo o dia-a-dia de cada um bem como os efeitos que esse exílio teve nas suas vidas.

 

Aliver serviu-se do seu forte carisma e do seu dom com as palavras para encontrar aliados da sua causa: voltar a Acácia e apoderar-se do trono que é seu por direito.

 

Dariel cresceu junto de um grupo de resistentes que pretendem acabar com o poderio dos Mein em Acácia. Ao perceber que o seu irmão Aliver se encontra vivo parte ao seu encontro para se aliar à luta contra os inimigos da família Akaran.

 

Mena tornou-se a personificação da Deusa Maeben que rouba os filhos do seu povo como castigo pelos seus pecados. Ela parece ter incorporado na perfeição as funções que lhe foram atribuídas, embora tenha de lidar constantemente com o sofrimento alheio, situação que a angustia e revolta profundamente. Certo dia, Mena recebe a visita de Melio, um acaciano, que a reconhece como uma das filhas de Leodan. Mena pede-lhe, então, que a ensine a usar a espada e a defender-se, pois está farta de encarnar Maeben e pretende juntar-se aos seus irmãos na luta pela recuperação do trono pela família Akaran.

 

 Corinn vive com Hanish Mein, um homem sem escrúpulos, que se apoderou do trono de Acácia e que tudo fará para eliminar os antigos aliados dos acacianos. O seu coração está terrivelmente dividido e nele borbulha um misto de emoções. Se por um lado não consegue deixar de encarar Hanish como um dos responsáveis pela morte do seu pai, por outro sente-se atraída por ele. No entanto, apesar de inicialmente não se deixar seduzir com as palavras meigas de Hanish, Corinn sente-se cansada de remar contra a maré. A atracção fala mais alto e ela acaba por tornar-se sua amante.

 

O idílio da paixão esfuma-se subitamente no ar quando Corinn ouve Hanish afirmar aos espíritos dos seus antepassados que irá sacrificá-la para que eles possam voltar a este mundo. A ira toma, assim, conta de dela. Corinn não perdoa mais esta traição a Hanish e engendra um plano de vingança.

 

Comparativamente com o 1º livro da série este é bem mais emocionante. Inicialmente achei o livro demasiado confuso, visto que cada um dos capítulos é dedicado a um dos irmãos e não é clara essa divisão na narrativa, considero-a mesmo um pouco abrupta. Não nos é dito que estão a contar as 4 partes da história em simultâneo, daí que possa ser difícil entrar no ritmo do livro. A partir do momento em que nos familiarizamos com esta mecânica tudo se torna mais fácil. Ainda assim, a infinidade de nomes continua a baralhar-me.

 

Felizmente este volume tem mais acção sendo, por isso, mais emocionante. De facto, há que reconhecer a capacidade de descrição deste autor, que nos consegue levar a locais tão longínquos e inesperados. É certo que dei uma 2.ª oportunidade a esta série e que gostei mais deste volume mas, ainda assim, não me despertou muita vontade de ler outro livro deste autor. Acho que estas obras dariam um óptimo filme ou série televisiva e acredito que gostaria mais da história nesse formato, mas como narrativas acho que acabam por se tornar enfadonhos.

 

3 ***

 

 

Sinopse:

Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo. Um império dominado por um povo austero e intolerante. Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros... Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Nora Roberts

"Rosa Irlandesa"


Autora: Nora Roberts
Páginas: 318
Editora: Harlequin 



Opinião:

Este livro é o 2.º da trilogia Corações Irlandeses que, tal como o anterior, é ambientado entre a Irlanda e os EUA. Aqui, acompanhamos a vida de Erin, uma prima de Adélia (que conhecemos no 1.º livro) que reside com os pais e os irmãos numa localidade remota da Irlanda.

Os dias de Erin são ocupados entre a ajuda que dá à família na sua quinta e um part-time na pousada da Sr.ª Malloy, onde ganha algum dinheiro extra. Mas, para uma pessoa ambiciosa, uma vida centrada no trabalho braçal não é suficiente. Erin sonha com uma vida diferente, em que possa viver numa grande cidade e ganhe um bom salário a trabalhar num escritório de contabilidade.  

A oportunidade para mudar de vida acaba por surgir mais cedo do que Erin esperava, através de Burke Logan, um amigo de Travis (o marido de Dee) que se encontra também de visita à Irlanda. Burke é dono de um rancho e criador de cavalos. Para ele, a vida deve ser levada ao sabor da maré, sem nunca criar raízes em sítio nenhum. Ora está hoje aqui como amanhã está do outro lado do mundo. Não há nada nem ninguém que o prenda. No momento em que conhece Erin sente-se irremediavelmente atraído por esta mulher fogosa e não resiste a convidá-la para trabalhar como contabilista no seu rancho. A nossa heroína considera que esta é uma oportunidade de ouro para mudar de vida e agarra-a com fervor.

Os sentimentos entre os protagonistas acabam por evoluir e aquilo que, inicialmente, parecia uma atracção meramente física transforma-se em qualquer coisa de verdadeiramente perturbadora para qualquer um deles. Se por um lado Erin acaba por aceitar que não sente uma mera atracção, por outro Burke não se rende à ideia de se sentir preso uma mulher e a uma vida de família convencional.

Mas o mundo das corridas de cavalos é traiçoeiro, gera muitas invejas e lutas de interesses, acabando por envolver pessoas inocentes nestes conflitos. São precisamente esses conflitos que levam Burke a aceitar que Erin não tem um carácter passageiro na sua vida. Será que ainda está a tempo de voltar atrás nessa decisão? Deixo que sejam vocês a descobrir essa resposta.

Sendo um livro de bolso que tem um número de páginas contadas, as histórias acabam por ter de ser encolhidas e comprimidas, de forma a caberem naquele formato. Neste livro sente-se muito isso, tanto na forma como Burke e Erin se conhecem como na forma como o seu relacionamento evolui e se precipita página após página, obrigando-nos a uma leitura a correr. Parece que está um dia demasiado ventoso e, subitamente, nos escapa um papel da mão que não podemos perder. Corremos freneticamente atrás dele mas, cada vez que estamos a apanhá-lo ele nos escapa de novo das mãos e temos de correr ainda mais para o apanhar. Tudo isto para no fim descobrirmos que afinal aquele papel não era importante.

3 ***




Sinopse:

Poderia esta encantadora rosa irlandesa conquistar o coração do seu insensível marido?
A bela e audaz Erin McKinnon aceitou a proposta de casamento de Burke Logan e a sua fria promessa de segurança e riqueza. Burke Logan era um jogador, e a sorte tornara-o dono da Three Aces, uma das melhores coudelarias de Maryland. Ele viajou até à Irlanda para comprar cavalos, mas uma troca de olhares com Erin McKinnon's foi o pronuncio de que regressaria à América com muito mais do que cavalos. Erin McKinnon tinha os seus sonhos e as suas ambições, mas não tinha qualquer intenção de deixar a pequena cidade de Skibbereen! Ela sabia que Burke tinha todos os trunfos e que ir com ele para a América era uma proposta que ela não podia recusar. Burke Logan era um jogador, e desde o momento que os seus olhares se cruzaram, Erin soube que, mesmo que perdesse, acabaria por ganhar.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Noite de Reis

Trisha Ashley 


Autora: Trisha Ashley
Páginas: 472
Editor: Quinta Essência




Opinião:
No fim-de-semana passado acabei aquela que foi a minha segunda leitura do ano 2013. E, tal como o livro anterior, este foi a minha estreia com a autora Trisha Ashley. Para segunda leitura do ano não foi má, mas também não achei que fosse um livro arrebatador.

O livro cheira a Natal, a cozinhados de sabores intensos e a enredos familiares. Holly Brown é chef durante os meses de Verão, altura do ano em que tem sempre imenso trabalho e que, durante o Inverno, costuma tomar conta de casas. A época de Natal é sempre delicada para ela, visto ter sido criada por uma avó com educação religiosa bastante rígida e por ter perdido o seu marido nesta altura do ano.

Quando a empresa para a qual trabalha a contrata para tratar de uma casa, um cão e um cavalo numa aldeia remota no Lancashire, Holly estava longe imaginar as confusões em que se iria meter. A casa é de Jude Martland, um famoso escultor que devido a algumas desavenças familiares resolve ausentar-se nesta época quando, na realidade, a sua família estava à espera de passar o Natal em sua casa.

As confusões sucedem-se e Holly vê-se, de repente, “obrigada” a cozinhar uma ceia de Natal para uma grande família à qual se vão juntando membros de forma inesperada mas que nos proporcionam momentos hilariantes.

Apesar de não ter ficado fã dos cozinhados da Holly (pelas descrições que ela fazia, pois não provei nenhum!J) e não ter sido verdadeiramente surpreendida pelo desenrolar da história, gostei do livro. É um livro leve, que não nos obriga muito a pensar mas que nos provoca algumas gargalhadas devido às situações inusitadas. A escrita da autora é fluida e os ambientes que descreve são encantadores e acolhedores. Por isso, se já têm saudades das festividades, aventurem-se!

3***


Sinopse
O Natal sempre foi uma época triste para a jovem viúva Holly Brown, por isso, quando lhe pedem para cuidar de uma casa remota nas charnecas do Lancashire, a oportunidade de se esconder é irresistível - a desculpa perfeita para esquecer as festividades. 

Escultor, Jude Martland, decidiu que este ano não haverá Natal depois de o irmão ter fugido com a sua noiva, e faz questão de evitar a casa da família. No entanto, terá de voltar na Noite de Reis, quando a aldeia de Little Mumming celebra as suas festividades e toda a família é obrigada a comparecer. 

Enquanto isso, Holly começa a descobrir que, se quer evitar a Natal, veio para o local errado. Quando Jude regressa inesperadamente na véspera de Natal não fica nada contente ao constatar que Holly parece estar a organizar a festa de família que ele esperava evitar. 

De repente, uma tempestade de neve surge do nada e toda a aldeia fica isolada. Sem fuga possível, Holly e Jude encontram muito mais do que esperavam - parece que a quadra natalícia vai ser bastante interessante!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Noite de Todas as Almas

Deborah Harkness


Opinião:

Gosto imenso de livros sobre bruxas, magia, feitiços e encantamentos. Se a todos estes elementos juntarmos ainda alguns vampiros melhor ainda e mais irresistível se torna. Pois é! Quando vi este livro à venda não consegui resistir a todos estes ingredientes e achei que só poderiam resultar numa belíssima história. E não me enganei!

O livro começa por nos levar até à Biblioteca Bodleana, da Universidade de Oxford, onde a historiadora Diana Bishop passa os seus dias a pesquisar livros e documentos sobre alquimia. Diana descende de uma poderosa família de bruxas mas, após a morte dos seus pais, recusa-se a deixar que a magia governe ou penetre na sua vida. É uma pessoa de firmes princípios e que se afirmou no mundo académico (onde que dá aulas) por mérito próprio e não por intermédio de feitiçaria.

A intriga desenrola-se a partir do momento em que Diana consulta um manuscrito alquímico medieval, que todos julgavam desaparecido há mais de 150 anos. A descoberta de Diana não passa despercebida a uma série de criaturas (bruxas, demónios e vampiros) que também frequentam a Biblioteca e que começam a persegui-la com o intuito de se apoderarem do manuscrito. No meio de todas essas criaturas surge Mathew de Clairmont, um vampiro, que apesar de desejar obter o documento e descobrir os mistérios que este encerra, acaba por se apaixonar por Diana e irá protegê-la a todo o custo. 

Como se trata do primeiro livro de uma trilogia, a autora teve tempo e páginas suficientes (700!!!) para desenvolver o seu relacionamento e a forma como se vão entregando aos sentimentos que os unem. Claro que a sua união não é pacífica, visto bruxas e vampiros serem dois tipos de criaturas distintas e que habitualmente não se misturam. Contudo, ao longo do livro, à medida que vão combatendo os seus inimigos, também surgem amigos que se rendem ao amor que Mathew e Diana sentem um pelo outro.

Espero ansiosamente que seja publicado o próximo volume da trilogia para poder saber mais sobre este mundo sobrenatural.



4 ****

Sinopse:

Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo... Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Balanço das leituras de 2012

Depois de alguns dias de reflexão e análise, estou pronta para fazer o meu balanço literário de 2012! :)



Em 2012 li 47 livros e comprei 61... Apesar de ter ficado ligeiramente aquém do meu objectivo (52 livros) até fiquei contente com os resultados alcançados e acho que li bastante. No total, gastei €388,29 em livros sendo que dá uma média de 6,37€ por livro. O que não é nada mau!

O que li mais: autores que conhecia ou desconhecia?

Só fiquei a conhecer livros de 16 autores que não conhecia. Todos os outros eram de autores que já faziam parte do meu repertório.

Novos autores que fiquei a conhecer:

- Lara Adrian
- José Luís Peixoto
- Melissa Hill
- Annie Murray
- Catherine Anderson
- Santa Montefiore
- Suzanne Collins
- Elizabeth Hoyt
- Jennifer Armintrout
- Katherine Neville
- Kate Furnivall
- David Anthony Durham
- Manuel Pinheiro Chagas
- Peter Elbling
- Sarah Sundin
- Leasley Pearse


As maiores desilusões de 2012:

Fiquei bastante desiludida com alguns livros. E fiquei sobretudo desiludida com autores que sei serem do agrado de muita gente e que a mim não me disseram nada. Foi o caso do José Luís Peixoto, da Catherine Anderson, da Jennifer Armintrout e da Leasley Pearse. Esperava mais destes escritores e das suas obras. Talvez não tinha escolhido as melhores para começar mas ainda assim senti que as minhas expectativas foram defraudadas.

             
As melhores surpresas de 2012:

Descobri autores novos de que gostei muito e que me deixaram vontade de continuar a ler os seus livros. Foram eles Lara Adrian, Annie Murray, Florencia Bonelli, Santa Montefiore, Peter Elbling e Sarah Sundin.

Autores que nunca me desiludem:

Claro que também continuei a ler livros de autores que já marcam presença assídua nas minhas estantes e que cujos livros e escrita continuam a deslumbrar-me. É o caso da Nora Roberts, Jill Mansell, Sarah Addison Allen, Karen Marie Moning, Sveva Casati Modignani, Sherrilyn Kenyon, Madeline Hunter e Carlos Ruiz Zafón.

Quais foram os meses em que li mais? E aqueles em que li menos?

Os meses em que li mais foram Março, Junho, Outubro e Novembro (5 livros/mês). O mês em que li menos foi Dezembro, em que apenas li 2 livros.

A maioria dos livros lidos era nova ou já os tinha?

A maioria dos livros que li tinham sido comprados recentemente mas também li livros que já tinha há muito tempo em casa.

Os melhores livros que li em 2012:

- "O Beijo da Meia-Noite", Lara Adrian
- "Fumo Azul", Nora Roberts
- "Jardim de Alfazema", Jude Deveraux
- "Romance Atribulado", Jill Mansell
- "O Quarto Arcano - O Anjo Negro", Florencia Bonelli
- "O Feitiço da Lua", Sarah Addinson Allen
- "Doce Vingança", Jill Mansell
- "A Árvore dos Segredos", Santa Montefiore
- "O Jogo do Anjo", Carlos Ruiz Zafón
- "Dias de Ouro", Jude Deveraux
- "O Sabor do Perigo", Peter Elbling
- "Nas Asas do Amor", Sarah Sundin
- "Pura Malícia", Jill Mansell

Os piores livros que li em 2012:

- "Cemitério de Pianos", José Luís Peixoto
- "Uma Luz na Escuridão", Catherine Anderson
- "Nunca me Esqueças", Leasley Pearse
- "A Iniciação", Jennifer Armintrout
- "Quatro Amigas e um Par de Calças", Ann Brashares
- "A Concubina Russa", Kate Furnivall
- "O Verão das Nossas Vidas", Luanne Rice
- "Acácia - Ventos do Norte", David Anthony Durham

E vocês? Como foram as vossas leituras de 2012?

domingo, 23 de dezembro de 2012

Pura Malícia

Jill Mansell



Opinião: 
Sempre que leio livros desta autora faço-o com grande alegria e satisfação. De facto, facto não há como evitar  umas boas gargalhadas durante a leitura. Gargalhadas essas que, por vezes, têm de ser contidas, pois é estranho desatar a rir a bandeiras despregadas num transporte público. Jill Mansell é, efectivamente, mestre na arte de converter os momentos do dia-a-dia em situações caricatas e inusitadas. 

Este foi mais um livro desta autora que li com imenso prazer. Sobretudo, porque antes tinha lido uma obra que exigiu bastante de mim a nível emocional e me entristeceu e deprimiu. 
Desta vez, Jill Mansell leva-nos até à cidade de Trezale, na Cornualha, onde vive Janey, uma das personagens principais do enredo. Janey é florista, tem uma loja própria e está a vivenciar um momento difícil da sua vida, após o seu marido ter saído inexplicavelmente de casa dois anos antes.

Para animar animar a história, Maxine (a irmã de Janey) decide acabar um relacionamento e mudar-se para Trezale. Contudo, Maxine ambiciona encontrar um novo amor e tornar-se famosa. Com o intuito de mais facilmente atingir os seus objectivos, Maxine decide tornar-se a nova ama dos filhos de Guy Cassidy, um fotógrafo famoso. 

As peripécias sucedem-se e os momentos de humor também fazendo com que nos sintamos rendidas às fantásticas personagens e histórias de vida que vamos conhecendo. Mais uma  vez a autora está de parabéns por nos conseguir cativar de forma tão envolvente na vida destas personagens que entram facilmente no nosso dia-a-dia e nos deixam saudades.

5 *****

Sinopse:


Não é que Janey não tenha ficado feliz por ver a irmã, mas ser acordada às sete da manhã por Maxine, trajada de noiva e com escolta policial, não foi bem a maneira como planeara começar o seu domingo.
Contudo, a vida nunca é entediante quando Maxine está por perto e Janey, a reconstruir a vida após o desaparecimento do marido, fica encantada com o regresso da irmã.
As coisas só começam a aquecer quando Maxine põe a vista em Guy Cassidy, um fotógrafo de moda tão competente quanto deslumbrante - é que Janey sabe que não há limites para as tropelias que a irmã vai fazer para destruir a concorrência.
O que elas não sonham é que a concorrência está mais perto de casa do que imaginam…


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Prometo Amar-te...

Melissa Hill



Gosto de livros cuja acção se centra na época do Natal. Parece que trazem com eles o cheirinho das coisas boas que comemos nesta altura e da harmonia familiar que sentimos ou, pelo menos, gostaríamos de sentir. O livro conta-nos a história de 2 casais que vão passar o Natal a Nova Iorque. Os homens de cada um dos casais decide oferecer à sua respectiva namorada uma prenda especial da famosa joalharia Tiffany's. Um compra um dispendioso e vistoso anel de noivado e o outro uma pulseira de pendentes. Até aqui tudo corre bem! A confusão começa quando um deles (Gary) é atropelado por um táxi e o outro (Ethan) acaba por socorrê-lo. É nessa altura que os seus sacos de compras se misturam e Ethan acaba por oferecer, para seu espanto, uma pulseira de pendentes a Vanessa, a sua namorada, e Rachel (a namorada de Gary) acaba por receber um anel de noivado e um subsequente pedido de casamento. 

Todo o enredo se desenrola a partir daqui e das voltas que Ethan se vê obrigado a dar para reaver o seu precioso presente de Natal.

No entanto, essa tarefa revela-se cada vez mais árdua. Sobretudo, quando Ethan se apercebe que Rachel desconhece que recebeu o anel por engano e se mostra tão feliz e empenhada nos preparativos do seu casamento. Ethan começa então a pôr em causa a sua relação com Vanessa e se ela será de facto a pessoa indicada par cuidar dele e da doce filha de 8 anos, Daisy.

Apesar do tema principal do livro ser simples, Melissa Hill conseguiu criar um bom enredo, com personagens consistentes e que nos deixa a pensar que há coisas que não acontecem por acaso. Assim sendo, parece-me uma boa aposta que nos deixa com vontade de ler mais livros desta autora. Quem ainda não experimentou, tem aqui uma sugestão para o fazer!

4 ****



Sinopse:

O sonho de qualquer mulher é receber uma joia da Tiffany’s. Na Quinta Avenida, em Nova Iorque, dois homens muito diferentes estão a comprar presentes para as mulheres que amam. Gary está a comprar uma pulseira de pendentes para a sua namorada Rachel. Em parte para lhe agradecer por ter pago aquelas férias de sonho a Nova Iorque e em parte porque deixou as compras de Natal para o último dia. 


Já Ethan procura uma coisa um pouco mais especial — um anel de noivado para a primeira mulher que o fez feliz desde que perdeu o amor da sua vida. Porém, quando os sacos das compras dos dois homens se misturam e Rachel recebe o anel de Ethan, a vida dos dois casais acaba por unir-se. E restituir o anel à sua legítima dona revelase mais complicado do que Ethan antecipava. Será que o destino tem alguma coisa reservada para os dois casais? Ou será que é a magia da Tiffany’s que está no ar?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Com o avançar do mês de Novembro começo a sentir que o Natal está a chegar e, com ele, o fim do ano. Para 2012 tinha definido a leitura de 52 livros (um por semana). O que nem sempre se tem revelado fácil. Contudo, continuo a persistir não me dou por vencida até ao dia 31 de Dezembro! :)

Para já vou-me entretendo a pensar nos livros que pretendo comprar para me oferecer no Natal e naqueles que vou pedir de prenda. E a lista é bem grandinha... E vocês já escolheram os livros que querem para o Natal?

Até lá boas leituras!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Jogo da Verdade

A minha mais recente leitura


Sveva Casati Modignani




Só quando, hoje, terminei a leitura deste livro me apercebi das saudades que tinha de ler algo escrito por esta autora. De ler a história de mais uma família italiana contada pela mão da Sveva. De facto, é fantástica a capacidade que esta escritora tem de entretecer a história de uma grande família com a história individual de cada um dos seus membros. Os saltos temporais entre passado e presente são, como de costume, uma constante que nem sempre a agrada a todos os leitores embora, a mim, me agradem particularmente. E agradam-me sobretudo porque são bem feitos. Vamos saltando de página em página, de história em história, sem nos aborrecermos e sem sentirmos que, de repente, o enredo deu uma volta com tal intensidade que sentimos que estamos de pernas para o ar.

Este livro conta-nos a história de Roberta, uma mulher que está casada há vinte anos e tem dois filhos e que, certo dia, se dá conta que a vida familiar não consiste apenas em cuidar dos filhos e da casa e agradar a um marido bonito que continua a fazer vida de solteiro. Ao longo do livro conhecemos melhor Roberta, que se revela uma mulher capaz de tomar as rédeas da sua vida quando sente que o controlo lhe estava a escapar por entre os dedos.

Um romance que nos mostra como cada relação tem as suas nuances próprias. E que nos mostra que nunca é tarde para mudar de vida ou alterar hábitos que julgávamos estar demasiado arreigados.

Sinopse
Roberta é uma jovem livreira em plena crise existencial e conjugal - Oscar, o marido, com quem casou contra a opinião de toda a gente, revela-se incapaz de responder às suas necessidades e de assumir as responsabilidades de uma família.

Uma dolorosa reflexão leva Roberta a percorrer o passado e a descobrir as raízes do seu mal-estar, que remontam à infância, passada no meio dos afetos envolventes da família paterna, onde a mãe, Malvina, brilhava pela ausência. Feminista convicta no período turbulento de 68, Malvina escolhera viver de acordo com os seus princípios e confia a filha ao companheiro. Desta situação vão nascer, ao longo do tempo, dramas, mal-entendidos, conflitos mal resolvidos e também segredos há muito guardados. E é apenas ao dissipar estas sombras que Roberta vai conseguir superar a crise e reconciliar-se consigo mesma.

Uma história de ligações profundas e paixões intensas em que Sveva Casati Modignani, através do confronto entre duas gerações de mulheres, nos conta como éramos antes e como somos agora.