sexta-feira, 18 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
O Gosto Proibido do Gengibre
Jamie Ford
Não
é segredo para ninguém que gosto muito de livros ambientados na II Guerra
Mundial. Como a minha mãe conhece bem os meus gostos, decidiu oferecer-me este
precioso livro que, obviamente, não me deixou indiferente. Muito pelo
contrário.
O Gosto Proibido do Gengibre
conta-nos a história de Henry Lee, um rapaz nascido nos EUA, com ascendência
chinesa, e da sua amizade com Keiko, uma rapariga de ascendência japonesa.
Henry e Keiko frequentam a mesma escola e tornam-se amigos por se sentirem
ambos discriminados, numa altura em que os EUA entram na II Guerra Mundial. Aí
ambos desenvolvem uma amizade que vai para além das palavras. Uma amizade de
tal forma profunda que os levam a conhecer os meandros da alma um do outro sem
terem de sequer falar.
Quando
os americanos começam a enclausurar os seus habitantes japoneses em campos de
detenção, Henry e Keiko ficam desesperados por saberem que serão forçosamente
afastados e que podem nunca mais se ver. Percebem, então, que aquilo que sentem
um pelo outro não é apenas uma forte amizade.
A
história é contada em analepse por Henry que, 40 anos depois, vai recordando o
seu passado e a sua amiga Keiko, no dia em que passa em frente ao Hotel Panamá.
Hotel esse que estava entaipado e onde foram escondidos os pertence de dezenas
de famílias japonesas que foram levadas para os campos de detenção.
O
livro lança-nos um novo olhar sobre a II Guerra Mundial, deixando-nos a pensar
onde é que ficam os valores da Humanidade durante estes períodos. E, apesar de
algumas nações gostarem de transmitir passar a imagem que aquilo que fizeram é
lícito e que foi em prol da humanidade, a verdade é que também cometem
autênticas atrocidades. Umas mais graves que outras, umas mais badaladas que
outras, mas nem por isso desculpáveis ou menos graves.
O
livro evidencia ainda a rigidez da cultura e costumes chineses que estão
fortemente retratados na personalidade dos pais de Henry, com os quais não
consegui criar qualquer tipo de empatia. Sobretudo com o pai. Já o Henry é uma
personagem encantadora e muito humana. A aversão que algumas personagens
provocam só evidencia a capacidade exímia do autor lhes dar consistência. A
amizade entre Henry e Sheldon também é digna de nota.
O
Gosto Proibido do Gengibre é um livro memorável e que nos deixa na boca um
gostinho bom. Atrevam-se a prová-lo!
4 ****
Sinopse:
1986. Henry Lee, um americano de ascendência chinesa, junta-se a uma
multidão que se encontra à porta do Hotel Panama, outrora o ponto de encontro
da comunidade japonesa de Seattle. O hotel esteve entaipado durante décadas,
mas a sua nova proprietária descobriu na cave poeirenta os pertences das famílias
japonesas que, após o ataque a Pearl Harbor, foram enviadas para campos de
internamento. Quando uma sombrinha de bambu é exibida, Henry recua quarenta
anos e recorda Keiko, uma jovem de ascendência japonesa com quem criou um
profundo laço de amizade e de amor inocente que ultrapassaram os preconceitos
ancestrais que opunham as duas comunidades. Quando Keiko e a sua família são
enviados para um campo, apenas resta aos dois jovens esperar que a guerra
termine para que as promessas que fizeram um ao outro se possam finalmente
cumprir.
Passados quarenta anos, Henry, agora viúvo, ainda tenta encontrar uma explicação para o vazio que o acompanhou desde então; para a atitude distante de um pai que nunca entendeu; para a relação difícil com o filho; e, sobretudo, uma explicação para as suas próprias escolhas.
O Gosto Proibido do Gengibre é um romance extraordinário, que nos revela uma das épocas mais conflituosas da História dos Estados Unidos.
Passados quarenta anos, Henry, agora viúvo, ainda tenta encontrar uma explicação para o vazio que o acompanhou desde então; para a atitude distante de um pai que nunca entendeu; para a relação difícil com o filho; e, sobretudo, uma explicação para as suas próprias escolhas.
O Gosto Proibido do Gengibre é um romance extraordinário, que nos revela uma das épocas mais conflituosas da História dos Estados Unidos.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Uma Aposta Perversa
Emma Wildes
Opinião:
Já
tinha ouvido falar muito desta autora, mas ainda não tinha lido nada dela.
Decidi estrear-me com “Uma Aposta Perversa” porque a sinopse deixou-me curiosa
quanto ao dilema da protagonista, escolher o melhor amante entre dois homens da
sociedade londrina.
A
história parecia-me suficientemente apimentada para gerar bons momentos de
leitura. Foi com essa expectativa que me lancei nesta leitura que, afinal,
deixou muito a desejar. Esperava uma história mais sumarenta e mais picante.
Achei tudo um pouco desenxabido e, dada a desilusão, não fiquei com vontade de
ler mais nada de Emma Wildes. Enfim, é menos uma autora em que gasto dinheiro (há que ver sempre o lado positivo da vida :)).
2 **
Sinopse:
Não se fala noutra coisa na cidade. Num momento menos sóbrio, os dois
mais famosos libertinos de Londres - o conde de Manderville e o duque de Rothay
- fazem uma aposta muito publicitada para decidirem qual deles é o melhor
amante. Mas que mulher que reúna beleza, inteligência e discernimento
concordará em ir para a cama com ambos os homens e declarar qual deles é mais
competente a satisfazer os seus desejos mais profundos?
Lady Caroline Wynn é a última mulher que alguém esperaria que se oferecesse. Uma viúva respeitável com uma reputação de gelo, Lady Caroline mantém-se firmemente fora do mercado de casamento. Pode não desejar outro marido, mas o seu breve casamento deixou-a com algumas perguntas escandalosas sobre o acto de fazer amor.
Se o conde e o duque concordarem em manter secreta a identidade dela, Ldy Wynn decidirá qual dos dois detém a maior mestria entre os lençóis. Mas, para surpresa de todos, o que começa como uma proposta indelicada transforma-se numa espantosa lição de amor eterno.
Lady Caroline Wynn é a última mulher que alguém esperaria que se oferecesse. Uma viúva respeitável com uma reputação de gelo, Lady Caroline mantém-se firmemente fora do mercado de casamento. Pode não desejar outro marido, mas o seu breve casamento deixou-a com algumas perguntas escandalosas sobre o acto de fazer amor.
Se o conde e o duque concordarem em manter secreta a identidade dela, Ldy Wynn decidirá qual dos dois detém a maior mestria entre os lençóis. Mas, para surpresa de todos, o que começa como uma proposta indelicada transforma-se numa espantosa lição de amor eterno.
sábado, 22 de março de 2014
En el País de la Nube Blanca
Sarah Lark

Opinião:
Descobri
este livro na secção de livros em espanhol, numa ida ao Corte Inglês. O título chamou-me
desde logo a atenção assim como o facto da acção se desenrolar num país sobre o
qual não conhecia muito, a Nova Zelândia. Acabei por descobrir que o livro é,
na realidade, o primeiro volume de uma trilogia.
En el País de la Nube Blanca
conta-nos a história de Gwyneira e Helena, duas mulheres que se conhecem e
tornam amigas durante a viagem rumo a uma nova vida, na Nova Zelândia. Gwyneira
é uma jovem indomável, que adora cavalos e, para desgosto da sua mãe, não se
interessa minimamente por temas “mais femininos” (bordados, flores, etc.). O
seu pai acaba por comprometer o seu futuro ao apostar a mão de Gwyn, durante um
jogo de póquer, ao filho de um latifundiário neozelandês. Por seu lado, Helena
é uma jovem preceptora, de 27 anos, que sonha casar e ter filhos, dedicando-se
por inteiro à família. Ao ler um anúncio num jornal de um fazendeiro solitário
que pretende casar-se vê que a mudança na da vida pode estar à distância de uma
carta e de uma viagem até ao outro lado do mundo.
Assim
começa a viagem que vai mudar a vida de Helena e Gwyneira. O livro começa de
mansinho. Inicialmente senti que a narrativa não desenrolava e tinha pouca
acção. Mas, após a chegada das protagonistas à Nova Zelândia, parece que se
puxa o fio do novelo e as peripécias sucedem-se. Acabei por afeiçoar-me a estas
2 mulheres tão diferentes e no fundo tão iguais.
Gostei
imenso dos cenários descritos pela autora e de descobrir mais sobre a febre do
ouro daquela época. Fiquei menos agradada com a descrição da caça à baleia e à
foca e com a forma desumana como tratam estes animais.
Este
foi o 1º livro a sério que li no meu Kobo Touch. Digo a sério, porque En el Pais de la Nube Blanca tem 645
páginas e a única coisa que li antes em formato digital foi uma short-story. Há
uns meses achei que nunca irei ser capaz de ler um e-book. Muito menos num
dispositivo daquele tipo. Contudo, acabei por me render. Mas, ao longo da
leitura, o meu Kobo bloqueou imensas vezes e tinha de o reiniciar. Outras
vezes, reiniciava sozinho. Como achei que isto não era normal acabei por ir à
loja devolvê-lo, pois estão a ser substituídos por modelos melhores. E agora
não é que sinto saudades do bicharoco? Até já tenho alguns e-books em fila de
espera para serem lidos quando comprar um Kobo novo.
No
fundo, acho que o livro me marcou não só pela história em si, mas também pela
minha curta experiência com o Kobo. E confesso… Estou desejosa que saiam os
novos modelos para poder ler os outros volumes.
4 ****
Sinopse:
Londres, 1852: dos
chicas emprenden la travesía en barco hacia Nueva Zelanda. Para ellas significa el comienzo de una nueva vida como futuras esposas de unos hombres
a quienes no conocen. Gwyneira, de origen noble, está prometida al hijo de un
magnate de la lana, mientras que Helen, institutriz de profesión, ha respondido
a la solicitud de matrimonio de un granjero. Ambas deberán seguir su destino en
una tierra a la que se compara con el paraíso. Pero¿ hallarán el amor y la
felicidad en el extremo opuesto del mundo? "En el país de la nube
blanca", el debut más exitoso de los últimos años en Alemania, es una
novela cautivante sobre el amor y el odio, la confianza y la enemistad, y sobre
dos familias cuyo sino está unido de forma indisoluble
quinta-feira, 6 de março de 2014
A Rapariga de Papel
Guillaume Musso
Quando
termino um livro muito bom e que adorei, apetece-me falar logo de seguida nele a
toda a gente. Apetece-me gritar aos 4 ventos o quão maravilhoso o livro é e
aconselhá-lo a meio mundo. Quero explicar porque é que gostei tanto daquele livro, o
que é que me fascinou mais e porque não queria que acabasse.
No
entanto, ao acabar de ler “A Rapariga de Papel” não foi isso que me aconteceu.
O livro deixou-me tão fascinada que nem conseguia dizer nada sobre ele. Foi
como se todo o léxico me tivesse sido arrancado e eu não fosse capaz de
explicar quão marcante o livro havia sido para mim. Fiquei tão enlevada com
esta obra que nem tinha forma de o traduzir em palavras. Acho que agora
continuo sem conseguir fazê-lo.
Desconhecia
o autor Guillaume Musso, embora já me tivesse sido vivamente recomendado por
duas amigas, a Filipa e a Isa. J Mas como a pilha de livros por ler é
sempre gigante, não me atrevia a comprar os livros de um autor do qual não
sabia se ia gostar. Até porque livros de autores que não conheço tenho eu a
rodos, na minha pilha por ler. Ai, mal sabia eu o que estava a perder… Quando a
Bertrand publicou “A Rapariga de Papel” fiquei logo com muita vontade de o ler.
A sinopse prometia! Mas o que me convenceu completamente foi a fantástica
review que a Filipa Moreno fez no seu blogue. A Filipa é bastante exigente nas classificações que dá às suas leituras. E se
lhe tinha atribuído 5 estrelas é porque o livro efectivamente as merecia!
Entretanto,
acabei por combinar uma leitura com a Isa (que também tinha esta pérola por
ler) o que tornou tudo ainda mais interessante. Íamos debatendo os nossos
pontos de vista, partilhando a nossa opinião sobre as personagens e as diversas
situações.
Então
o que tenho eu a dizer sobre o livro? Em primeiro lugar gostei imenso da
escrita do autor, pois consegue transportar-nos para a acção e visualizar tudo
com imensa clareza. Outro dos méritos (não sei se do autor ou apenas da
editora) é o facto de quando uma personagem escreve um bilhete a outra, essa
informação nos aparecer com a efectiva aparência de bilhete manuscrito. Isso dá
algum realismo e efectividade à narrativa.
Depois
acho que o conceito por trás da narrativa está muito bem pensado. Tudo se
entronca e faz sentido no final. E aí (embora deteste fazer comparações) não
consegui deixar de me lembrar dos livros da colecção Triângulo Jota, do escritor Álvaro Magalhães, em que
havia um enigma por descobrir mas no final tudo se deslindava de forma clara e
óbvia, apesar de os indícios apontarem noutras direcções.
Não
posso deixar de louvar o facto de o escritor ter tido a coragem de redigir uma
obra sobre aquele que é o pior pesadelo de alguém que vive da escrita, pânico
da página em branco. De olhar para uma folha em branco e não ser capaz de
escrever. De sentir que a inspiração lhe foge pelos dedos e se ver confrontado
com um vazio de nada ter para dizer ao mundo. Se esta história nasceu dessa
dificuldade, então valeu bem a pena que o pânico do autor perante o vazio
criativo.
Só
tenho mais uma coisa a dizer. Leiam este livro!
Obrigada
por tudo Filipa e Isa… J
5 *****
Sinopse:
Há apenas alguns meses, Tom Boyd era um escritor famoso em Los Angeles,
apaixonado por uma célebre pianista. Mas na sequência de uma separação
demasiado pública, fechou-se em casa, sofrendo de bloqueio artístico e tendo
como única companhia o álcool e as drogas. Certa noite, uma desconhecida
aparece em sua casa, uma mulher linda e completamente nua. Diz ser Billie, uma
personagem dos romances dele, que veio parar ao mundo real devido a um erro de
impressão do seu livro mais recente.
A história é uma loucura, mas Tom acaba por acreditar que aquela deve ser de facto a verdadeira Billie. E ela quer fazer um acordo com ele: se ele escrever o seu próximo romance, ela poderá regressar ao mundo da ficção. Em troca, ele ajuda-a a reconquistar a sua amada Aurore. O que tem ele a perder?
A história é uma loucura, mas Tom acaba por acreditar que aquela deve ser de facto a verdadeira Billie. E ela quer fazer um acordo com ele: se ele escrever o seu próximo romance, ela poderá regressar ao mundo da ficção. Em troca, ele ajuda-a a reconquistar a sua amada Aurore. O que tem ele a perder?
domingo, 2 de março de 2014
Uma Oferta Irrecusável
Jill Mansell
Opinião:
Quando
estamos tristes não há nada melhor que ler um bom livro, capaz de nos fazer nos
arrancar umas gargalhadas sinceras. Os livros da Jill Mansell têm, na minha
opinião, esse dom. Deixam-me alegre e com um sorriso na boca. Fazem-me olhar
para o lado cómico da vida e encarar as coisas com outra leveza.
Quando
comecei a ler “Uma Oferta Irrecusável” estava cheia de entusiasmo. Sofri com a
Lola quando ela se viu contra a parede e forçada a aceitar o suborno da mãe de
Dougie e fiquei feliz quando ela, passados todos aqueles anos o voltou a
reencontrar sem aviso prévio. Mas ao longo do livro o meu entusiasmo foi
esmorecendo.
Apesar
da Lola ser uma personagem cómica não consegui deixar de a achar um pouco fútil
e superficial. E o mesmo se aplica a Sally (a irmã de Dougie) de quem se torna
uma grande amiga. No entanto, adorei a genuidade de certas personagens, como
Gabe, Nick e E.J.. Regra geral, as personagens masculinas deste romance são
muito mais consistentes que as femininas.
Não
posso dizer que não gostei desta “oferta” mas não a achei “irrecusável”, ou
pelo menos, tão irrecusável como os outros livros da autora que já li.
3 ***
Sinopse:
Lola não pretendia aceitar o suborno da mãe do seu namorado para pôr um
fim à relação com ele. Ainda por cima porque a mãe de Dougie é arrogante e
insuportável. Mas depois Lola descobre que uma das pessoas que mais ama está
desesperada e a única maneira de a ajudar é ficar com o suborno e partir o
coração de Dougie. Dez anos depois, Lola reencontra-se com Dougie e descobre
que os seus sentimentos por ele estão mais fortes do que nunca. Ela faria tudo
para o ter de volta, mas nunca lhe poderá contar a verdade. Mesmo sendo bonita,
persuasiva e infinitamente optimista, será que vai conseguir ultrapassar a
frieza dele e reconquistar-lhe o coração?
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Uma Rapariga dos Anos 20
Sophie Kinsella
Hoje
acabei de ler “Uma Rapariga dos Anos 20” e não podia deixar de vir partilhar
convosco a minha opinião sobre este livro É tão bom quando acabamos de ler um
livro e nos sentimos preenchidos. É uma sensação de completude e de missão
cumprida, que nos deixa com um sorriso nos lábios. J
A
narrativa deste pequeno calhamaço (sim, porque o livro ainda é pesadote!)
começa com o funeral de Sadie, a tia-avó de Lara Lington, a personagem
principal da história. Durante o funeral Lara pensa que está a ficar louca,
pois começa a ver e ouvir o fantasma da sua tia-avó a falar consigo e a exigir
que encontre o seu colar preferido, pois não pode partir sem ele. A partir
daqui é a confusão total. Lara vê-se envolvida nas mais diversas situações
(algumas bem estapafúrdias) devido às exigências malucas de Sadie.
Inicialmente
o livro não estava a cativar a minha atenção. Acho que a autora exagerou
nalgumas das peripécias que descreve. Mas a certo momento a narrativa adquire
um ritmo tal que me deixou completamente envolvida e me fez ganhar bastante
apreço por algumas personagens. É impossível não nos afeiçoarmos à Sadie
fanática pelos anos 20, ao tímido e reservado Ed ou à corajosa Lara. E é
sobretudo interessante ver como a Sadie faz toda a diferença na vida da Lara.
Este
é um livro que nos faz pensar sobre alguns aspectos da nossa vida. Faz-nos
apreciar mais os momentos com as pessoas de quem gostamos. Ensina-nos que não
devemos deixar para amanhã aquilo que queremos dizer ou fazer, nem adiar
indefinidamente decisões que temos de tomar. Leva-nos a sentir que o importante
é sermos felizes e sentirmo-nos bem connosco próprios, independentemente
daquilo que os outros possam pensar. E levou-me a ficar com um sorriso nos lábios
por, apesar do início da leitura não ter sido auspicioso, não ter desistido de
um livro que tinha tanto para me dizer.
4 ****
Sinopse:
Lara sempre teve uma imaginação muito fértil, mas agora, questiona-se se
não estará a ficar louca. As raparigas normais de vinte anos simplesmente não
vêem fantasmas! Inexplicavelmente, o espírito da sua tia-avó Sadie - sob a
forma de uma rapariga ousada, exigente e dançarina de Charleston - apareceu-lhe
para fazer um último pedido: Lara deve encontrar um colar que se encontra
desaparecido para que Sadie possa descansar em paz.
Lara já tem problemas que cheguem na sua vida. A
sua nova empresa está em declínio, o seu melhor amigo e parceiro de negócios
fugiu para Goa e acaba de ser abandonada pelo amor da sua vida.
Mas à medida que Lara passa tempo com Sadie, a
vida torna-se mais fascinante e a caça ao tesouro transforma-se em algo
intrigante e romântico. Poderia o fantasma de Sadie ser a resposta para os
problemas de Lara? Poderiam duas raparigas de épocas diferentes aprender algo
especial uma com a outra?
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
O Despertar da Meia-Noite
Lara Adrian
Opinião:
O Despertar da Meia-Noite
é o 3º volume da série Raça da Meia-Noite ou Midnight Breed (em inglês) de
Lara Adrian. Há cerca de uma no que não lia nada desta autora. Por isso,
soube-me bem quebrar um pouco a rotina e mergulhar neste “mundo negro”.
Os
membros desta raça são uma espécie de “vampiros bons” que livram o mundo de
outros “vampiros maus” (os Renegados) que se regem pelo “desejo de sangue”, ou
seja, uma necessidade desenfreada de sugar o sangue dos humanos. Cada volume da
série é sobre um membro da Raça.
Neste
livro lidamos mais de perto com o temível Tegan, um dos membros mais antigos da
Raça. Tegan tem 500 anos e é um solitário. Não se apega a ninguém, é irascível
e pode-se dizer que não sabe sorrir. Mas esta atitude tem uma forte razão de
ser, que vamos descobrindo à medida que vamos progredindo na leitura e que
Elise Chase se atravessa no seu caminho.
Este
é o 3º volume da luta da Raça contra os Renegados. Apesar de inicialmente o
livro não me ter prendido, a meio, a acção começa a acelerar e entrei no ritmo
frenético da narrativa e foi num ápice que cheguei ao final desta fantástica
saga paranormal.
4 ****
Sinopse:
Com uma adaga na mão e a vingança na mente, a bela Elise Chase percorre
as ruas de Boston em busca de vingança contra os Renegados que lhe arrebataram
tudo o que amava. Fazendo uso de um extraordinário dom psíquico, ela localiza
as presas, consciente de que o poder que possui pode destruí-la. Tem de
aprender a dominar o seu dom, e para isso pode apenas pedir ajuda a um homem:
Tegan, o mais letal dos guerreiros da Raça.
Tegan, que não é alheio à perda, conhece a dor de Elise. Sabe o que é a fúria, mas quando mata os inimigos só há gelo nas suas veias. É perfeito no seu autodomínio até que Elise lhe pede ajuda para a sua guerra pessoal. Forja-se entre eles uma aliança - um vínculo que os unirá pelo sangue - e os mergulhará numa tempestade de perigo, de desejo e das mais sombrias paixões do coração.
Tegan, que não é alheio à perda, conhece a dor de Elise. Sabe o que é a fúria, mas quando mata os inimigos só há gelo nas suas veias. É perfeito no seu autodomínio até que Elise lhe pede ajuda para a sua guerra pessoal. Forja-se entre eles uma aliança - um vínculo que os unirá pelo sangue - e os mergulhará numa tempestade de perigo, de desejo e das mais sombrias paixões do coração.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Refém do Amor
Nora Roberts
Opinião:
Como
mulher, gosto de sentir que sou capaz de fazer frente a qualquer situação.
Gosto de me sentir valentona, capaz de superar todos os obstáculos, como se uma
atleta de alta competição me tratasse. Como se fosse capaz de correr uma
maratona e a seguir ainda ir fazer umas vinte piscinas. Acho que todas nós
gostamos de nos sentir fortes, poderosas e capazes de enfrentar tudo. Mas o que
é certo, é que preciso ter muita coragem e valentia para se enfrentar certas
coisas. E só quando somos confrontados com as situações é que sabemos se somos
capazes de as superar e de que forma o faremos.
Este
livro testa os limites de qualquer uma de nós enquanto mulheres, mães, filhas,
amantes e até enquanto seres humanos. Faz-nos pensar se seríamos capazes de
passar pelas mesmas situações que Phoebe (a personagem principal) com a mesma
valentia. Se seríamos capazes de ir até ao fim para defender a nossa dignidade.
E se a nossa sanidade mental aguentaria tantos embates, vindos de todos os lados.
Adorei
as personagens principais deste livro. Desde a Phoebe, à Carly, à Essie
passando claro pelo Dave e pelo Duncan (um verdadeiro sedutor). Claro que Refém do Amor também gera alguns “ódios”
de estimação, embora sejam mais as personagens que encantam do que as que
desencantam.
Ao
contrário dos outros romances com laivos de suspense da Nora Roberts, este
aponta inicialmente para um assassino, mas só as reviravoltas nos permitem
saber quem é o grande culpado.
Gostei
imenso deste livro, pois faz-nos mesmo pensar na vida e dar valor àquilo que
verdadeiramente importa.
4 ****
Sinopse:
Phoebe MacNamara é uma das melhores negociadoras de reféns da cidade, e
a sua última missão consiste em impedir um suicida de saltar do topo de um
edifício pertencente a Duncan Smith. Impressionado pela coragem e frieza da
jovem, Duncan sente-se intrigado por Phoebe e tenta desarmá-la com o seu
charme, convidando-a para uma bebida. Como mãe solteira e mulher a tentar
construir uma carreira num mundo dominado por homens, Phoebe não tem tempo na
sua vida para romance, mas nem todas as suas habilidades como negociadora
conseguem convencer Duncan a desistir dela. E quando Phoebe se torna alvo de um
assassino psicopata desejoso de destruir a sua vida profissional e pessoal,
Duncan poderá ser o homem que Phoebe quer a seu lado. Nora Roberts volta a
encantar o leitor com mais uma irresistível combinação de suspense e romance.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Predestinados
Josephine
Angelini
Opinião:
Ingredientes:
- Mitologia q.b.;
- Várias personagens com capacidades de
deuses ou semideuses;
- 2Kg de segredos desvendar;
- Uma pitada de fantasia;
Preparação:
Mistura-se tudo com muita imaginação,
coloca-se em lume brando et… voilà! Sai um livro fantástico, recheado
de aventura, de emoções fortes e com muitos segredos por desvendar.
Podia revelar-vos mais, mas prefiro
aguçar a vossa curiosidade.
Aventurem-se, pois vale bem a pena! J
4 ****
Sinopse:
Como se desafia o destino?
Uma maldição que nem os deuses conseguem vencer.
Helena Hamilton tem dezasseis
anos e passou a vida inteira a tentar esconder o facto de ser muito diferente,
o que não é tarefa fácil numa ilha tão pequena e resguardada como Nantucket. E
está a tornar-se ainda mais difícil. Pesadelos com a travessia desesperada de
um deserto fazem com que acorde desidratada e com os lençóis estragados de
sujidade e pó. Na escola, é assombrada com alucinações de três mulheres a
chorarem lágrimas de sangue... e, quando se cruza pela primeira vez com Lucas
Delos, não percebe que estão destinados a desempenhar os papéis principais numa
tragédia que as Parcas insistem em repetir ao longo da história.
À medida que Helena vai
desvendando os segredos da sua ascendência, compreende que alguns mitos são
mais do que simples lendas. Mas mesmo os poderes de semideuses poderão não ser
suficientes para desafiar as forças que compelem Lucas e Helena a juntar-se...
e que, ao mesmo tempo, tentam separá-los.
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