Nora Roberts

Não há nada como acabar uma
trilogia com o melhor livro da mesma. Foi isso que senti ao durante a leitura deste
livro e foi também a sensação com que fiquei depois de o terminar. Este 3º
volume tem muito mais salero que os anteriores. As personagens são mais
apimentadas e as suas personalidades são mais vincadas. Enfim, são mais
humanas. Podiam perfeitamente ser pessoas que conhecemos ou quem nos poderíamos
cruzar na rua.
Grace é uma mulher sem pudores
que se faz valer da sua imagem para obter aquilo que quer. Embora, à primeira
vista, esta forma de estar me parecesse imoral, percebi que aquela foi a forma
que encontrou para se afirmar na vida. Tendo uma família que se serve dela como
bode expiatório e de saco de pancada para as suas frustrações, Grace fez no seu
poder de sedução o seu estandarte de auto-estima.
O carácter despudorado desta
personagem acaba por nos proporcionar momentos cómicos e fazer com que este livro
seja uma leitura muito agradável.
4
****
Sinopse:
Nada podia interferir
com o seu trabalho de polícia, mas a chegada de uma mulher misteriosa perturbou
o seu mundo. O tenente Seth Buchanan estava frente a frente com uma mulher
morta e… que empunhava uma arma. A investigação relativa ao homicídio e o seu
coração ficaram completamente descontrolados quando descobriu que Grace
Fontaine estava viva… e na posse de um dos enormes diamantes azuis, conhecidos
como as «Estrelas de Mitra». Aquele polícia frio e circunspecto não permitia
que os sentimentos se intrometessem no seu trabalho e tudo o que sabia sobre a
famosa herdeira levava-o a pensar que era uma mulher terrível. Porém, na sua
presença, tinha dificuldade em lembrar-se de que tinha outros mistérios mais
importantes para resolver para além da personalidade de Grace.
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