domingo, 2 de novembro de 2014

Estarás Aí?

Guillaume Musso




Opinião:

Sempre gostei de questões filosóficas e metafísicas que me fizessem pensar sobre a vida. Sobre o ser. A vida é feita de escolhas, de decisões, que condicionam os acontecimentos futuros da nossa vida. Decisões essas que muitas vezes questionamos...-Terei feito a escolha certa? - O que teria acontecido se eu tivesse tomado a decisão oposta?- Ou se não tivesse optado por nenhuma das opções anteriores?Guillaume Musso é mestre na arte de escrever sobre questões pouco comuns. E é por isso que adoro os seus livros. Os temas são sempre out of the box e fazem-nos pensar sobre questões que nunca nos colocámos ou lançam novas abordagens sobre questões antigas.Em Estarás Aí? o autor debruça-se sobre o que seria a vida de um médico norte-americano, Elliott, caso ele no passado não tivesse tomado algumas das decisões que tomou. Decisões essas que, ao serem tomadas, não o levariam a crer que poderiam alterar todo o curso de uma vida. Mas se é verdade que o bater de asas de uma borboleta num determinado ponto do mundo pode provocar um tornado na Ásia, não menos verdade é que uma pequena acção, por muito insignificante que nos pareça, pode modificar todo o curso de uma vida.Elliott é um reputado médico que apenas amou uma mulher na vida vida, Ilena. Contudo, esta bela mulher faleceu há 30 anos deixando, ao partir, um vazio na vida de Elliott. Um dia, ao regressar de uma missão humanitária no Camboja após salvar a vida de uma criança, um nativo dá-lhe a possibilidade de realizar um desejo. Desejo esse que Elliott enuncia sem quaisquer dúvidas. Rever Ilena. Nesse momento o cambojano oferece-lhe 10 comprimidos que permitem a Elliott regressar ao seu passado e tudo fazer ao seu alcance para salvar a mulher da sua vida. Parece uma missão relativamente fácil, não é? O problema é convencer o seu "eu" de há 30 anos a mudar o curso da sua vida, de forma a impedir que o passado se repita. Confusos? Então o melhor mesmo é lerem este livro que nos faz suster o fôlego da primeira à última página. 



5 ***** 

Sinopse
São Francisco. Elliott, médico apaixonado, nunca se recompôs do desaparecimento de Ilena, a mulher que ele amava, morta há 30 anos. Um dia, uma situação extraordinária permite-lhe recuar no tempo e encontrar o jovem que ele era, há 30 anos atrás. Elliott regressa ao instante decisivo em que um gesto seu pode salvar Ilena e modificar o destino implacável que determinara a sua vida desde então.
Críticas de imprensa
«Estarás aí? é uma versão sentimental de Regresso ao Futuro. A narrativa é guiada por uma escrita simples e uma imaginação espantosa.»
Le Figaro Littéraire

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Palmeiras na Neve

Luz Gabás


Opinião:

A primeira vez que tropecei neste livro foi no aeroporto de Madrid. Na altura livro ainda não tinha sido editado me Portugal. Mas a edição espanhola era de capa rija, o que me desincentivou a comprá-lo, porque ando de transportes públicos e um livro de capa rija é algo bem pesadito. Contudo, quando vi que a Marcador tinha editado o livro em português (que ainda por cima era mais barato que a versão espanhola) não consegui resistir-lhe.

Não sei se sentem o mesmo que eu ao ler a sinopse, mas ao fazê-lo senti que tinha de conhecer a distante ilha de Bioko, a principal ilha da Guiné Equatorial. Após acabar o livro posso dizer que fiquei com vontade de lá ir pessoalmente e encontrar alguns dos locais descritos pela autora.

O livro é um fiel retrato do espírito colonial que se vivia em meados do século XX, na Guiné Equatorial, altura em que os espanhóis tudo faziam para subjugar aquele povo à sua vontade e costumes.

Palmeiras na Neve conta a história de uma família espanhola, da qual fazem parte os irmãos Kilian e Jacobo, que emigram para Bioko, na esperança de fazerem fortuna e um dia regressarem ao seu país natal. Estes irmãos são tão diferentes como água e azeite. Jacobo é um homem rude, sempre pronto para a farra e que faz gosto em explorar os escravos que trabalham nas plantações de cacau da fazenda de Sampaka. Kilian, por seu lado, é um homem calmo, fiel aos seus princípios e que se apaixona por aquela nova terra. A sua paixão por este novo local é tão forte que, durante anos, Kilian evita voltar a Pasolobino, a sua aldeia espanhola, com receio de enfrentar a realidade com que não quer defrontar-se.

As vidas destes dois irmãos acabam por se entrelaçar de forma tão intrincada que nunca mais se separam. O passado esconde um terrível segredo. Um segredo que Kilian fez a questão de calar, mas que lhe dói na alma até ao presente. Momento em que a sua filha, Clarence, descobre uma carta que a intriga e a leva a viajar para Bioko, para descobrir aquilo que o seu pai nunca lhe quis contar.

Luz Gabás fez o seu trabalho de casa e percebe-se que houve um bom trabalho de pesquisa para esta obra, que retrata cruamente o colonialismo espanhol, a vontade de dominar um país e um povo com costumes diferentes e de os expurgar daquilo que os torna únicos. Após a leitura do livro fiquei muito mais sabedora acerca do cultivo do cacau e daquela que foi mais uma época negra na história da humanidade.


Palmeiras na Neve aguçou-me o apetite por mais livros desta autora, que conseguiu construir uma trama consistente e com um desfecho que não fui capaz de prever. Esta é uma história de amor, de ódio, de guerra e de paz, polvilhada de cacau. Para quem gosta de sabores exóticos.


4 ****




Sinopse:

Estamos no ano de 1953 e Kilian abandona a neve da montanha para iniciar com o seu irmão Jacobo, uma viagem apenas de ida para uma terra desconhecida, longínqua e exótica. Nas entranhas deste exuberante e sedutor território, espera-os o seu Pai, um veterano que trabalha na fazenda de Sampaka, o lugar onde se cultiva e tosta um dos melhores cacaus do mundo.
Nessa terra eternamente verde, cálida e voluptuosa, os jovens irmãos descobrem os encantos de uma vida social na colónia em contraste à vida monótona e cinzenta que se vivia na Espanha dos anos cinquenta. Trabalham o cacau com afinco e esforço para conseguir as melhores colheitas, conhecem o significado da amizade, da paixão, do amor, do ódio. Mas um deles irá cruzar uma linha proibida e invisível ao apaixonar-se perdidamente por uma nativa. Esse amor pulsante e urgente, marcado pelas circunstâncias históricas, irá mudar para sempre o rumo das suas vidas e será a origem de um segredo que marcará as suas vidas até ao tempo presente.

Críticas de imprensa
«Uma história cativante que recria o nosso passado colonial em África. Uma leitura que não vai conseguir abandonar.» 
Maria Dueñas, autora de O Tempo Entre Costuras

«Impossível parar de ler!»
El País

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O Mágico

Michael Scott



Opinião:


O Mágico
é o 2º livro de uma série de literatura fantástica que a 1001 Mundos tem vindo a publicar. Esta série conta-nos a história de 2 gémeos com poderes mágicos que conhecem inesperadamente Nicholas Flamel, o mais famoso alquimista de sempre, e a sua esposa Perenelle. Flamel é o alquimista mais famoso de sempre, tendo descoberto o segredo da vida eterna. Daí a sua avançada idade (700 anos!!!) embora a sua aparência não o denote. Perenelle é a sua mulher e companheira, bem como uma poderosa mágica e alquimista.
Ao longo dos séculos, Nicholas e Perenelle têm tentado preservar o segredo da vida eterna, impedindo assim que caia em mãos alheias, nomeadamente as dos Anciões Negros. No fundo, têm tentado estabelecer um equilíbrio entre as forças do Bem e do Mal. Mas o inimigo está constantemente à espreita e não perde uma ocasião para os encurralar e tentar mergulhar a humanidade na escuridão.
Os gémeos Sophie e Josh são apanhados neste turbilhão de luta entre o Bem e o Mal e conhecem Nicholas e Perenelle por acaso em S. Francisco (ainda no 1º volume desta saga O Alquimista). A partir daí, as aventuras sucedem-se.
N’O Mágico a acção decorre maioritariamente em Paris, a cidade natal de Flamel e, simultaneamente, o local para onde este e os gémeos decidem esconder-se de Dee (um poderoso mágico maléfico) e de Niccoló Machiavelli (um escritor imortal). Na cidade das luzes Sophie aprende um novo tipo de magia, a magia do fogo. Mas Josh lida mal com o todo o protagonismo que a sua irmã ganha, por conseguir fazer truques impensáveis. E isso vai levá-lo a procurar alguém que esteja disposto a ensiná-lo a despertar os seus dons também. O problema está no facto de Josh não saber em quem deva confiar…
Trata-se de mais um livro cheio de acção, o que faz com que se torne difícil de o pousarmos antes de conhecer o seu desfecho.

Admito que Michael Scott tem feito um bom trabalho e que à medida que vou avançando na série os livros se tornam mais interessantes e vontade de os ler mais voraz. Espero que assim continue.



4 ****

Sinopse:

Califórnia:
Nas mãos do Dr. John Dee e dos Anciões Negros, o Livro de Abraão, o Mago pode significar a destruição do mundo como o conhecemos. O mais poderoso livro de todos os tempos contém o segredo da vida eterna, um segredo que nenhum homem deveria possuir. E Dee está apenas a duas páginas de deter o conhecimento necessário para entregar o poder aos Anciões Negros. Qual o único obstáculo que tem de enfrentar? Josh e Sophie Newman que estão a treze mil quilómetros de distância.


Paris:
Após a fuga de Ojai, Nicholas, Sophie, Josh e Scatty surgem em Paris. A cidade das luzes e a cidade natal de Nicholas Flamel. Só que as boas-vindas são tudo menos calorosas. Niccoló Machiavelli, autor imortal, vive em Paris e trabalha para Dee. Ele persegue-os e o tempo está a esgotar-se para Nicholas e Perenelle. Cada dia que passam sem o livro, ambos envelhecem um ano, a magia enfraquece e os corpos tornam-se mais frágeis. É altura de Sophie aprender a segunda magia elementar. A Magia do Fogo. E há apenas um homem que a pode ensinar, o antigo aluno de Flamel, o Conde de Saint-Germain alquimista, mago e estrela de Rock.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A Estranha Viagem do Senhor Daldry

Marc Levy


Opinião:

Que título curioso, o deste livro. Ao lê-lo é impossível não nos questionamos sobre quem será o Senhor Daldry. e porque é que classificam a sua viagem como “estranha”.

A narrativa leva-nos até Londres, local onde residem o Senhor Daldry e a sua vizinha Alice (a protagonista feminina do livro). Apesar de serem vizinhos, Daldry e Alice não se dão bem e quando se encontram há discussão na certa.

Alice tem um emprego, a meu ver, muito giro. É perfumista e sonha criar fragrâncias capazes de invocar cheiros aqueles cheiros especiais que nos marcam ao longo da vida, sobretudo, quando somos crianças. Daldry por sua vez é um pintor que sonha ser reconhecido pelo seu trabalho e ver as suas telas expostas nas maiores galerias.

Alice é uma pessoa muito céptica que vê a sua segurança ser abalada s suas vidas acabam por se entrelaçar quando, após ir com os amigos a Brighton, uma vidente prediz o futuro de Alice e a insta a viajar até à Turquia, onde

Marc Levy é um autor que me deixou completamente arrebatada com o seu primeiro livro que li. Na altura fiquei extasiada. Acho que não há muitos autores que escrevam sobre a sincronicidade da vida, sobre o facto de não existirem coincidências e acontecer por algum motivo. Motivo esse definido nas estrelas, por Deus, pelo Universo ou pelo que quer que seja que se decida acreditar. Mas o Marc fá-lo. Essa minha afinidade com este escritor tornou-me sua fã.



 4 ****

Sinopse:

«Há duas vidas em ti, Alice. A vida que tu conheces e uma outra que te espera há muito tempo. Estas duas existências não têm nada em comum. O homem de que te falei ontem encontra-se em algum lugar dessa outra vida, e nunca estará presente na vida que levas atualmente. Terás de encontrar seis pessoas antes de chegar até ele. Partir ao encontro dele obrigar-te-á a fazer uma longa viagem. Viagem durante a qual descobrirás que nada daquilo em que acreditavas é verdadeiro.»

Londres, 1950
Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis.
O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino.
De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…

Críticas de imprensa
«Uma história tão original quanto romântica.» 
Cosmopolitan
«Marc Levy é um contador de histórias notável.»
Le Parisien
«Simples, comovente e profundo, este é um dos melhores livros de Marc Levy.»
Le Figaro


terça-feira, 1 de julho de 2014

Dalila

Eleanor de Jong


Opinião:

Desde pequenina que me lembro de ter um fascínio especial pela história de Sansão e Dalila. Talvez por ele ter uma força desmesurada e ser capaz de derrotar os seus inimigos. Talvez por se dizer que Dalila era uma mulher lindíssima e muito cobiçada. Talvez por ser uma história de amor, embora com um desfecho triste.

Lembro-me de ver os desenhos animados que passavam na TVI inspirados na Bíblia e adorar o episódio de Sansão e Dalila. Mas no final perguntava-me sempre “Porquê Dalila? Se gostavas tanto de Sansão porque é que lhe cortaste o cabelo?”. Assim, para tentar perceber os motivos daquela bela mulher decidi comprar este livro.

No final do livro, consegui perceber a motivação de Dalila para tal acto. Na verdade, esta conhecida personagem bíblica agiu por amor.

Apesar de achar que ia ficar tristíssima com o desfecho do livro, acabei por terminar de sorriso nos lábios, devido à réstia de luz que o seu final prenuncia.

Gostei imenso da escrita da Eleanor. É cativante, vívida e mantém-nos constantemente colados ao livro do início ao fim. Os meus parabéns à Planeta por ter apostado na publicação deste belo livro de uma nova autora.


4 ****

Sinopse:

Na antiga Terra Santa, israelitas e filisteus estão envolvidos num amargo conflito. Sansão - um adversário poderoso e invencível - foi elevado a símbolo do heroísmo israelita e os vigorosos filisteus estão desesperados para descobrir o segredo do seu poder.

Dalila - desejável, bela, sedutora, determinada e temerária - está cansada da vida aborrecida de donzela recatada. Ambiciosa, quer mais da vida e é atraída por uma proposta irrecusável: descobrir onde reside o poder de Sansão. Decide arriscar, pois o jogo da sedução é algo que a alicia. Mas este não é um jogo fácil como ganhar ou perder. Enredada na perigosa missão que teceu, Dalila faz uma descoberta impressionante, algo que nunca teria imaginado: amar e ser amada! Mas uma sequência de acontecimentos foi posta em movimento e só um milagre poderá mudar o curso da História… Dalila descobre o segredo da força de Sansão, mas pagará um preço muito elevado: a morte de quem ama.

Deixe-se seduzir por um romance tão encantador quanto a própria Dalila. Perfeito para os admiradores de biografias históricas.





terça-feira, 24 de junho de 2014

A Maldição do Tigre

Colleen Houck


Opinião:

Que livro tão giro! A Maldição do Tigre só veio confirmar o quanto eu gosto de literatura fantástica e as saudades que tinha de ler este género literário. Apesar de não conhecer esta autora, assim que vi a capa deste livro fiquei fascinada. O tigre de olhinhos azuis e moldura prateada à sua volta, a somar a uma sinopse que prometia muita aventura, deixou-me rendida.

Adorei o livro. A autora escolheu escrever uma história muito original, mesmo ao estilo dos contos tradicionais indianos. Tudo começa quando Kelsey decide candidatar-se a um emprego de Verão num circo que acabou de chegar à cidade. Apesar do trabalho ser por pouco tempo, esta jovem rapidamente se afeiçoa às suas tarefas e sobretudo a cuidar de um animal muito especial, um tigre branco.

Kelsey faz de Ren (o tigre branco) o seu melhor amigo e todos os dias se dedica a ler-lhe um pouco ou a conversar com ele. Ren reage muito bem a estas atenções por parte da sua nova amiga e delicia-se a ouvi-la ler para si ou quando esta lhe faz festas no seu pêlo sedoso.

A aventura começa realmente quando Mr. Kadam compra Ren e decide supostamente levá-lo para um zoo na Índia, precisando para isso da ajuda de Kelsey, a sua nova tratadora. Os problemas e as confusões começam quando ela descobre que o tigre é, na verdade, um príncipe indiano que foi vítima de um feitiço e necessita da sua ajuda para se libertar dessa maldição.

Durante o livro alternamos entre cenários muito variados e bonitos. As descrições da autora fazem-nos viagem com Kelsey e Ren pela selva, grutas, ruínas e até localidades remotas neste país com cheirinho a caril. Se já tinha vontade de ir à Índia agora ainda tenho mais. Colleen Houck conseguiu espicaçar terrivelmente a minha curiosidade.


Gostei tanto do livro que já comprei o 2º volume, O Resgate do Tigre, ao qual conto atracar-me brevemente. 


4 ****


Sinopse:

Quando Kelsey Hayes se candidata a um trabalho no circo para ocupar as férias de verão até ao início das aulas na faculdade, está longe de imaginar a aventura em que se verá envolvida. Encarregada de cuidar de Ren, um majestoso tigre branco, sente-se de imediato fascinada pelo animal e não hesita em aceitar o convite para o acompanhar numa viagem até à Índia, rumo à reserva natural a que pertence.
O que Kelsey ainda não sabe é que o tigre a que tanto se afeiçoou é na verdade Alagan Dhiren Rajaram - um príncipe indiano vítima de uma maldição secular - e que ela poderá ser a única pessoa capaz de o ajudar a quebrar o feitiço.
Determinada a devolver a Ren a sua humanidade, Kelsey embarcará numa perigosa aventura por lugares repletos de magia e misticismo. No entanto, as forças do Mal não parecem dispostas a dar-lhes tréguas e os perigos espreitam a cada esquina. Será que a paixão que vai crescendo entre os dois resistirá a todos os obstáculos que lhes vão sendo colocados no caminho?

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A Menina na Falésia

Lucinda Riley



Opinião:

O livro A Menina na Falésia conta-nos a história de Grania Ryan, uma jovem e conhecida escultora irlandesa que vive em Nova Iorque com Matt, o seu namorado. Tudo corre bem entre eles até Grania engravidar e perder o bebé. Esta perda abala os alicerces da sua relação amorosa com Matt, levando-a a decidir voltar à Irlanda, para junto da sua família, onde tenta reencontrar-se. Durante a sua estadia por terras de St. Patrick, Grania conhece Aurora Lisle, uma criança encantadora, que de imediato conquista o seu doce coração, recentemente abalado pela perda do bebé. A relação de amizade das duas começa, assim, a desenvolver-se, estreitando os laços que as unem.

Apesar da proximidade que as une, a mãe de Grania desaprova desde o início a amizade das duas, devido a divergências passadas entre os membros das suas famílias. Mas, como o fruto proibido é sempre o mais apetecido, Grania não dá ouvidos à sua mãe e passa grande parte do seu tempo livro com a menina. A mãe de Grania decide, assim, contar-lhe de que forma os destinos das famílias Ryan e Lisle se entrelaçaram no passado e não vê com bons olhos a aproximação entre ambas.

Gostei imenso da parte do livro que fala sobre o passado das duas famílias. É muito giro e estamos sempre com vontade de passar as páginas para saber o que se seguiu. A parte do presente também é gira, sobretudo após a 2ª metade do livro, pois torna-se mais emocionante. Não posso deixar de comentar que a Grania às vezes me irritou com a sua teimosia e “nhurrice” infundada.


Não foi a 1ª vez que li algo de Lucinda Riley. Já tinha lido Uma Espia no meu Passado que, na altura, me deixou rendida à mestria desta senhora a contar histórias. Embora não considere A Menina na Falésia tão bom como o outro romance da escritora, não posso deixar de elogiá-la e de lhe agradecer por escrever livros capazes de nos entreter durante horas a fio.


4 ****

Sinopse:

Grania Ryan tem em Nova Iorque a vida com que sempre sonhou. Tudo é perfeito até ao dia em que o seu desejo mais íntimo é brutalmente estilhaçado. Arrasada, Grania decide voltar à Irlanda e aos braços da sua adorada família. E é aqui, à beira de uma falésia, que conhece Aurora Lisle, a menina que vai mudar profundamente a sua vida.
A ligação entre ambas é imediata e profunda. Pouco a pouco, Grania descobre que as histórias das suas duas famílias estão estranha e intrinsecamente ligadas…
De um agridoce romance na Londres do tempo da grande guerra a uma relação tempestuosa na Nova Iorque contemporânea; da devoção a uma criança terna e carente a memórias esquecidas de um irmão perdido, o passado e o presente das famílias Ryan e Lisle estão unidos há um século. Cem longos anos de equívocos e segredos, paixões e ódios… Apenas a intuição e a coragem de Aurora poderão quebrar o feitiço e vencer as barreiras que o passado ergueu.
Assombrosa, terna e comovente, a história de Aurora é uma inspiração para todos nós. Um exemplo de como a esperança e o amor podem ultrapassar todas as perdas.




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pequena Abelha

Chris Cleave


Opinião:

Quando li a sinopse deste livro senti uma “comichão literária” dentro de mim. Fiquei mortinha de curiosidade para saber sobre o que seria, visto que aquele pequeno resumo diz tudo e não diz nada. Contudo, quando as sinopses são tão herméticas quanto esta não costumo aventurar-me logo de cabeça. Costumo sondar primeiro. Descobrir mais opiniões sobre o livro. Falar com alguém que já o tenha lido. Só assim consigo perceber se irei gostar da obra e se devo realmente lê-la.

As opiniões eram muito positivas, as reviews também e a minha curiosidade estava nos píncaros. Decidi, então, que tinha de arriscar e perceber por que motivo tanto o livro como o seu autor são tão acarinhados pelos leitores.

O livro conta a história de duas mulheres cujos destinos se cruzam na Nigéria, por mero acaso. Ambas presenciam acontecimentos que as irão marcar para o resto das suas vidas. Ambas passam por duras provações e juntas vão tentar superá-las. O livro alterna entre o olhar destas duas mulheres sobre as suas vidas.

“Pequena Abelha” não é uma leitura leve. Embora a escrita seja envolvente, os temas são pesados e duros. Senti que às vezes as situações eram contadas com uma crueza tal que me deixava chocada, repugnada e incapaz de ler mais naquele momento.

Depois de terminada a leitura fiquei com uma sensação de vazio. Senti que todo o sofrimento das personagens foi em vão e não consegui retirar nenhuma lição desta leitura. Ao passo que, normalmente, no final dos livros tudo se encaixa e faz sentido, neste senti o oposto. Não percebi qual a necessidade de criar uma história assim, exceptuando o facto de chamar a nossa atenção para certos temas aos quais não temos dado a atenção necessária. No entanto, senti que faltou algo. Aliás, faltou muito. Faltou uma mensagem de esperança no final. Uma vontade de mudar. Um desejo de criar um mundo melhor. Ficaram a faltar estrelas na classificação que pensei poder vir a dar a este livro. Faltou-lhe chegar-me ao coração.

2 **

Sinopse:

Não queremos contar-lhe O QUE ACONTECE neste livro. Esta é uma HISTÓRIA MESMO ESPECIAL e não queremos desvendá-la. 
Ainda assim, vai precisar de saber um pouco mais sobre ela para querer lê-la, por isso, vamos dizer apenas o seguinte: 
Esta é a história de DUAS MULHERES. Os seus destinos vão cruzar-se UM DIA e uma delas terá de fazer UMA ESCOLHA terrível, o tipo de escolha que ninguém deseja enfrentar. Uma escolha que envolve vida ou morte. DOIS ANOS DEPOIS, elas encontram-se de novo. É então que a história começa verdadeiramente… 
Depois de ler este livro, vai querer falar dele a TODOS OS SEUS AMIGOS. Quando o fizer, por favor, também não lhes diga o que acontece. Permita-lhes saborear a sua MAGIA.
Críticas de imprensa
“Um livro arrebatador.” 
The Washington Post 

“Uma poderosa obra de arte: excitante e profundamente perturbante. Soberbo!”
The Independent 

“Um desafio às nossas crenças e convicções. Uma história comovente sobre o triunfo do espírito humano.”

The New York Times

“Arrebatador e dilacerante… Com uma das mais memoráveis e provocadoras personagens da ficção contemporânea.”
The Boston Globebr>
“Poderoso e emotivo.”
The Guardian

“Um livro imprescindível e notável pela sua visão perspicaz da verdadeira essência da humanidade.”
O – Oprah Magazine

“Por vezes, deparamo-nos com uma personagem tão forte e dotada de uma força emocional tao avassaladora que se fixa para sempre na nossa memória. É o caso da inesquecível Pequena Abelha.”
The Seattle Times

“Um romance tão inesperado e intimidante como a própria vida.”
Booklist

“Perfeito e sublime.”
Library Journal

“Até é possível que um livro melhor do que Pequena Abelha seja publicado este ano, mas eu não apostaria muito nisso… Por favor, leiam-no.”
The Gloss

“Pequena Abelha é um estrondoso grito de talento.”
Sunday Tribune

“Eletrizante... Prende-nos logo na primeira página e permanece na nossa memória muito depois de o terminarmos.”
Chicago Tribune

“Num minuto estamos a ler uma passagem tão dramática, escrita num estilo tão envolvente que nem conseguimos saltar as partes mais duras, e no seguinte estamos a rir às gargalhadas. Quase nos sentimos obrigados a retroceder algumas páginas e pedir desculpa às personagens pela nossa ligeireza.”
The Weekend Australian

domingo, 18 de maio de 2014

O Vendedor de Passados

José Eduardo Agualusa





Opinião:

É certo que já li muitos livros, alguns deles com narradores insólitos. No entanto, nunca tinha lido nenhum narrado por nada mais, nada menos que… uma osga. Pois é, este curioso animal (odiado por muita gente) escolheu a casa e o quintal de Félix Ventura, a personagem principal desta novela, para morar. O que lhe permite assistir às inúmeras peripécias da vida deste vendedor de passados.

Mas, afinal, o que é um vendedor de passados? É uma pessoa que (por um determinado preço) constrói todo um passado, toda uma história de família fictícia para outras pessoas, com familiares que elas nunca tiveram. Isso implica bastante trabalho, pois pressupõe a criação de uma árvore genealógica complexa que justifique o presente da pessoa que procura a ajuda do vendedor de passados.

Isto poderá dar algum alento a uma pessoa que não tenha família. Ainda que esse alento seja forjado e irreal. O problema surge quando as pessoas que procuram os serviços de Félix Ventura começam, efectivamente, a acreditar que aquele passado feito à sua medida existiu verdadeiramente. Quando as pessoas a quem Félix vendeu os passados os incorporam de tal maneira nas suas vidas que acham mesmo que viveram vidas que nunca viveram. Claro que isto gera a maior das confusões. Mas a nossa amiga osga está lá para assistir e contar tudo.

“O Vendedor de Passados” foi o 1º livro que li do José Eduardo Agualusa e fiquei agradavelmente surpreendida. Gostei muito da fluidez da sua escrita, do lado mágico que as suas palavras conseguem criar na realidade que descreve, da velocidade com que entramos na história chegando rapidamente ao fim do livro. Esta leitura foi o despertar da minha vontade para ler outras obras deste autor.


3 ***

Sinopse:

"Félix Ventura. Assegure aos seus filhos um passado melhor". É a partir deste cartão-de-visita que se desenrolam os capítulos de "O Vendedor de Passados", novo romance de José Eduardo Agualusa. A mentira e a verdade, o(s) homem(s) e o(s) seu(s) duplo(s), a memória e a memória da memória, a ficção e a realidade. Angola ("é importante ironizar com a sociedade angolana, que é uma sociedade que se construiu e se continua a construir assente em muitas ficções" - o autor ao Público, 19/06/04). Tudo poderia acontecer. Tudo poderia ter acontecido. (Susana Moreira Marques, Público, Mil Folhas: "A determinada altura a osga recorda a mãe num momento da sua vida passada: 'Nos livros está tudo o que existe, muitas vezes em cores mais autênticas, e sem a dor verídica de tudo o que realmente existe. Entre a vida e os livros, meu filho, escolhe os livros'(p. 122). José Eduardo Agualusa provavelmente escolhe a vida.") Isto é: os livros?


segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Mundo Invisível

Katherine Webb


Opinião:
                    
“O Mundo Invisível” é um livro com um invólucro de mistério que se vai dissipando, pouco a pouco, à medida que avançamos na narrativa. É um livro que consegue manter-nos agarrados à história do início ao fim, pois à medida que vamos levantando uma ponta do véu ficamos com vontade de descobrir tudo aquilo que este esconde.

A acção passa-se em 2 momentos distintos que se alternam ao longo do livro, de modo a podermos entender o que se passou no passado e as suas consequências no presente.

O passado da narrativa decorre no início do século XIX, altura em que somos apresentados ao rígido reverendo Albert Canning e à sua formosa esposa, Hester Canning. As suas vidas decorrem com relativa tranquilidade até à chegada de dois novos habitantes à aldeia onde residem, Cat Morley, a sua nova empregada doméstica e um teosofista que está determinado em provar ao mundo a existência de fadas e druidas. A partir desse momento instala-se o caos.

No entanto, houve segredos que ficaram guardados nesse passado e que só começam a vir a lume em 2011, quando Leah, uma jornalista, é chamada para investigar a identidade de um corpo encontrado pela Comissão dos Túmulos de Guerra com umas cartas datadas de há cem anos.


Este livro marca a minha estreia com os livros de Katherine Webb e confesso que fiquei fã. A escrita é muito agradável e os saltos entre o presente e o passado são dados com uma leveza tal que não confunde os leitores. O que esperar deste livro? Mistério, assassinatos, misticismo, amores frustrados, religião e umas boas horas de leitura pela frente.

4 ****

Sinopse:

O verão quente de 1911 vê chegar à pacata aldeia de Cold Ash Holt dois novos habitantes. Cat Morley, a nova criada do reverendo Albert Canning e da sua mulher, Hester, vem de Londres. Cat é rebelde e ousada mas é também incapaz de esquecer um passado demasiado doloroso. A tímida mulher do reverendo fica ainda mais inquieta quando o marido lhe apresenta o outro desconhecido, abrindo as portas de sua casa não apenas a um jovem atraente e carismático, mas também a uma perigosa obsessão. 
O calor opressivo daquele verão parece intensificar-se e impregnar tudo e todos, e o ambiente na reitoria fica carregado de ambição, paixão e ciúme; uma mistura de emoções tão poderosa que conduz, em última instância, ao homicídio. 
Cem anos depois, cabe a Leah, jornalista incansável, decifrar duas enigmáticas cartas e juntar as peças de um quebra-cabeças assombroso.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Livros Low-Cost



Olá a todos os que seguem ou gostam de passar pelo Palavras Escritas ao Vento! Tenho novos livros disponíveis para venda a preço de amigo. Visualizem a lista completa e as fotos no separador "Livros Low-Cost". Os interessados devem enviar um e-mail para: 
monikahorta@gmail.com

Boas Leituras!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Como Água para Chocolate

Laura Esquivel


Opinião:

Quando me perguntam se gosto de literatura latino-americana costumo responder sempre que não, que não é bem a minha onda e que não aprecio especialmente. Mas (verdade seja dita) já li romances de escritores latino-americanos muito, muito bons. Tal como já li outros muito fracos, incapazes de imprimir a mais leve marca na minha alma.

No entanto, há que reconhecer que, foram mais aqueles de que gostei do que aqueles de que não gostei. Por isso, posso concluir que afinal gosto bastante da escrita desenfreada e atribulada destes autores. Há toda uma velocidade e intensidade na escrita e no suceder de acontecimentos nos seus livros que me agrada e me faz mergulhar intensamente nas suas obras. Por isso, depois de ler mais esta obra, posso dizer que gosto imenso de literatura latino-americana.

Tita é a protagonista desta novela e é a mais nova de três irmãs, tendo por isso o seu destino traçado. Tita vive com as suas irmãs, a mãe numa fazenda no México, no início do século XX. Na sua família (para mal dos seus pecados) criou-se a tradição da filha mais nova não se casa e ficar a tratar da mãe até à sua morte. Tita vê, então, o seu destino fugir-lhe das mãos quando Pedro, o rapaz que ama, ao pedir a sua mão em casamento à Mama Elena se vê forçado a casar com Rosaura, a irmã mais velha, pois é a única forma de poder estar com a sua amada todos os dias.

Contudo, para Tita não é fácil gerir as emoções de viver na mesma casa que o homem que ama e de este estar casado com a sua irmã. Sobretudo, quando esta engravida. A única forma de escape que ela encontra para as suas emoções é a comida. Tita transforma os mais simples ingredientes em opíparos manjares, qual alquimista, transpondo para os alimentos aquilo que estava a sentir enquanto os cozinhava. É claro que este dom gera as mais diversas situações, algumas delas bastante caricatas.

Gostei imenso desta personagem, mas às vezes ficava danada por ela não se revoltar contra a tirania da Mama Elena. No entanto gostei daquele final “explosivo” e inesperado, que me deixou um gosto a chocolate na boca.


4 ****


Sinopse:

Neste romance surpreendente e admirável, que revelou ao leitor português uma grande escritora mexicana, toda a trama narrativa roda em torno da cozinha e de um certo número de elementos culinários. Cada capítulo abre com uma receita fora do comum (mas ao mesmo tempo perfeitamente realizável), a pretexto e em volta da qual não apenas se juntam os comensais, mas também se “cozem” e “temperam” amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte. 
Enorme sucesso editorial, Como Água para Chocolate foi já traduzido em inúmeros países e adaptado ao cinema.

sábado, 19 de abril de 2014

De Malibu, com Amor

Elizabeth Adler


Opinião:

“De Malibu, com Amor” foi a minha leitura de férias, em Março. Como ia para um destino de praia, achei boa ideia fazer-me acompanhar de um livro que se passasse num ambiente, também ele, de areias douradas e mar azul.

Na realidade, este livro faz-nos viajar para vários sítios mundo. Quando damos por nós saltámos de Malibu para Cannes, depois para Roma, novamente para Malibu e de seguida uma pequena vila no México. Passamos o tempo todo nisto. Mas quem conhece os livros da Elizabeth Adler sabe que é o habitual. A autora escolhe sempre sítios agradáveis e bonitos para os seus enredos, para além de ser pródiga em descrições que nos transportam para os próprios locais. Sempre que leio um livro seu, a minha vontade de me meter num avião e rumar a um sítio novo aumenta exponencialmente.

De Malibu, com Amor é o primeiro livro de uma série em que as personagens principais são o detective privado Mac Reilly e a sua namorada (e ajudante) Sunny Alvarez. Esta dupla dá um colorido muito interessante à narrativa, pois estão constantemente às turras. Eles e os seus respectivos adorados cães (Pirate e Tesoro).

Neste 1º volume, Mac Reilly é chamado pela famosa actriz de cinema Allie Ray, bem como pelo seu marido (de quem se está a divorciar) o milionário Ron Perrin, que acham ambos que andam a ser seguidos. Às tantas parece a his´toria do gato e do rato? Quem anda a seguir quem e porquê? Os mistérios sucedem-se e as viagens também.

Afeiçoei-me inevitavelmente à Allie Ray e à sua tentativa de romper com uma vida de frivolidades. Foi uma personagem que convenceu, embora tenha de admitir que o seu final não me agradou de todo. Tanto empenho para nada…  

Em geral, gostei bastante desta dupla de investigadores e das suas aventuras. Um livro leve e fresco, ideal para ler numas férias à beira-mar ou numa espreguiçadeira junto à piscina.


4 ****


Sinopse:

Quando o detetive privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma. 
Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele. 

Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade. É aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca. 

Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma atriz que só quer desaparecer...

terça-feira, 15 de abril de 2014

O Gosto Proibido do Gengibre

Jamie Ford


Opinião:

Não é segredo para ninguém que gosto muito de livros ambientados na II Guerra Mundial. Como a minha mãe conhece bem os meus gostos, decidiu oferecer-me este precioso livro que, obviamente, não me deixou indiferente. Muito pelo contrário.

O Gosto Proibido do Gengibre conta-nos a história de Henry Lee, um rapaz nascido nos EUA, com ascendência chinesa, e da sua amizade com Keiko, uma rapariga de ascendência japonesa. Henry e Keiko frequentam a mesma escola e tornam-se amigos por se sentirem ambos discriminados, numa altura em que os EUA entram na II Guerra Mundial. Aí ambos desenvolvem uma amizade que vai para além das palavras. Uma amizade de tal forma profunda que os levam a conhecer os meandros da alma um do outro sem terem de sequer falar.

Quando os americanos começam a enclausurar os seus habitantes japoneses em campos de detenção, Henry e Keiko ficam desesperados por saberem que serão forçosamente afastados e que podem nunca mais se ver. Percebem, então, que aquilo que sentem um pelo outro não é apenas uma forte amizade.

A história é contada em analepse por Henry que, 40 anos depois, vai recordando o seu passado e a sua amiga Keiko, no dia em que passa em frente ao Hotel Panamá. Hotel esse que estava entaipado e onde foram escondidos os pertence de dezenas de famílias japonesas que foram levadas para os campos de detenção.

O livro lança-nos um novo olhar sobre a II Guerra Mundial, deixando-nos a pensar onde é que ficam os valores da Humanidade durante estes períodos. E, apesar de algumas nações gostarem de transmitir passar a imagem que aquilo que fizeram é lícito e que foi em prol da humanidade, a verdade é que também cometem autênticas atrocidades. Umas mais graves que outras, umas mais badaladas que outras, mas nem por isso desculpáveis ou menos graves.

O livro evidencia ainda a rigidez da cultura e costumes chineses que estão fortemente retratados na personalidade dos pais de Henry, com os quais não consegui criar qualquer tipo de empatia. Sobretudo com o pai. Já o Henry é uma personagem encantadora e muito humana. A aversão que algumas personagens provocam só evidencia a capacidade exímia do autor lhes dar consistência. A amizade entre Henry e Sheldon também é digna de nota.

O Gosto Proibido do Gengibre é um livro memorável e que nos deixa na boca um gostinho bom. Atrevam-se a prová-lo!

4 ****

Sinopse:

1986. Henry Lee, um americano de ascendência chinesa, junta-se a uma multidão que se encontra à porta do Hotel Panama, outrora o ponto de encontro da comunidade japonesa de Seattle. O hotel esteve entaipado durante décadas, mas a sua nova proprietária descobriu na cave poeirenta os pertences das famílias japonesas que, após o ataque a Pearl Harbor, foram enviadas para campos de internamento. Quando uma sombrinha de bambu é exibida, Henry recua quarenta anos e recorda Keiko, uma jovem de ascendência japonesa com quem criou um profundo laço de amizade e de amor inocente que ultrapassaram os preconceitos ancestrais que opunham as duas comunidades. Quando Keiko e a sua família são enviados para um campo, apenas resta aos dois jovens esperar que a guerra termine para que as promessas que fizeram um ao outro se possam finalmente cumprir.

Passados quarenta anos, Henry, agora viúvo, ainda tenta encontrar uma explicação para o vazio que o acompanhou desde então; para a atitude distante de um pai que nunca entendeu; para a relação difícil com o filho; e, sobretudo, uma explicação para as suas próprias escolhas.

O Gosto Proibido do Gengibre é um romance extraordinário, que nos revela uma das épocas mais conflituosas da História dos Estados Unidos.






terça-feira, 8 de abril de 2014

Uma Aposta Perversa

Emma Wildes


Opinião:

Já tinha ouvido falar muito desta autora, mas ainda não tinha lido nada dela. Decidi estrear-me com “Uma Aposta Perversa” porque a sinopse deixou-me curiosa quanto ao dilema da protagonista, escolher o melhor amante entre dois homens da sociedade londrina.

A história parecia-me suficientemente apimentada para gerar bons momentos de leitura. Foi com essa expectativa que me lancei nesta leitura que, afinal, deixou muito a desejar. Esperava uma história mais sumarenta e mais picante. Achei tudo um pouco desenxabido e, dada a desilusão, não fiquei com vontade de ler mais nada de Emma Wildes. Enfim, é menos uma autora em que gasto dinheiro (há que ver sempre o lado positivo da vida :)).

 2 **

Sinopse:

Não se fala noutra coisa na cidade. Num momento menos sóbrio, os dois mais famosos libertinos de Londres - o conde de Manderville e o duque de Rothay - fazem uma aposta muito publicitada para decidirem qual deles é o melhor amante. Mas que mulher que reúna beleza, inteligência e discernimento concordará em ir para a cama com ambos os homens e declarar qual deles é mais competente a satisfazer os seus desejos mais profundos?
Lady Caroline Wynn é a última mulher que alguém esperaria que se oferecesse. Uma viúva respeitável com uma reputação de gelo, Lady Caroline mantém-se firmemente fora do mercado de casamento. Pode não desejar outro marido, mas o seu breve casamento deixou-a com algumas perguntas escandalosas sobre o acto de fazer amor.
Se o conde e o duque concordarem em manter secreta a identidade dela, Ldy Wynn decidirá qual dos dois detém a maior mestria entre os lençóis. Mas, para surpresa de todos, o que começa como uma proposta indelicada transforma-se numa espantosa lição de amor eterno.